terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Nunca é tarde para homenagearmos as pessoas que amamos - Josué 64 anos.

No dia 29 de novembro de 1945, nasceu na cidade de Petrolina/ PE, Josué de Souza Lima. Filho do pescador José de Souza Lima e da dona de casa Maria dos Prazeres Lima, tinha 6 irmãos: Toinho, Felipe, João Bosco, Tadeu, Dodora e Dida. Sempre muito brincalhão, não perdia a oportunidade de aprontar as maiores danadices com seus adoráveis irmãos e vizinhos, para a preocupação de seus pais. Sem se preocupar com o perigo, até no Rio São Francisco eles faziam festa.
Certa vez seu irmão Toinho o convidou para brincar de amarrar bode e quase morreu enforcado, ainda bem que sua mãe chegou bem na hora.
Josué, mais conhecido como Zué, como carinhosamente é chamado pelas pessoas mais próximas, cresceu num ambiente onde o amor, a verdade, a união e o respeito ao outro sempre foi mais importante do que as dificuldades financeiras que enfrentavam. Valores esses que foram assimilados na íntegra por ele.
Na certeza de que um dia encontraria o seu grande amor e construiria uma família unida e feliz, foi agraciado por Deus pela beleza de uma jovem chamada Cicera, com quem casou e tem hoje 4 filhas.
Quando sua primeira filha nasceu, moravam num quartinho no muro da casa de sua mãe, não tinham quase nada, nem berço a pequena Prazeres tinha e como Josué sempre foi muito criativo tratou logo de improvisar um lugarzinho para aconchegar sua filha, então com ajuda de sua esposa, pegaram uma caixa de madeira e fizeram tipo uma manjedoura, sendo que forrada com panos. As condições da época não eram as melhores, no entanto nunca deixou faltar o alimento do seu lar. Sempre almejando o crescimento profissional, começou a aprofundar seus conhecimentos, pois a família estava crescendo e não mais poderia sobreviver com o único salário que ganhava. Com o nascimento de sua segunda filha, Jocilene, perceberam que o ambiente estava ficando apertado demais e decidiram encontrar outro lugar para morarem. E nesse tempo, sofreram bastante, porque em alguns lugares que pensavam que daria certo nem sempre dava e aí, tinham que buscar outro melhor. Ao mesmo tempo em que passavam por essas situações, ele, como bom chefe do lar, estudava para tentar ser promovido no batalhão e ainda fazia bicos para que não faltasse a alimentação em sua casa. Quando suas duas últimas filhas nasceram, Joscicleide e Maria José, ele e sua esposa Cícera estavam muito felizes, porque já estavam em sua casa própria, conseguida com muito sacrifício numa seleção de imóveis. E mesmo ainda, tendo que economizar seu dinheiro, as suas filhas já tinham berço e enxoval melhores do que as suas primeiras.
O que Josué não percebia é que a sua dedicação por sua família era observada por todos: parentes e amigos. Que sua dedicação no trabalho e no estudo, foi fundamental para que suas filhas o tivessem como exemplo de perseverança e determinação. Sem que ele soubesse e percebesse, estava sendo e é o orgulho de suas filhas e de sua esposa.
Sua vida sempre foi marcada por grandes acontecimentos, entre os tristes o falecimento de sua mãe e o de seu irmão caçula e entre os alegres, entrar na polícia, o seu casamento e o nascimento de suas filhas.
Sabe o que mais nos encanta no nosso pai? A forma como conduz a sua família. As vezes ficamos horas o observando: a maneira como fala com as filhas, como brinca e briga com seus netos. E por falar em netos... Foram meninas as duas primeiras, Victória e Cinthia. Um avô muito coruja, sempre fez o possível para estar presente nas festividades da escola das netas, já que não teve a mesma oportunidade na fase escolar da infância de suas filhas. Se diverte com as coisas que fazem e as admira demais. Quando Victória nasceu, se emocionou ao pega-la pela primeira vez e não sentia vergonha de ir ao quarto beija-la enquanto dormia. Quatro meses depois chegou Cinthia, pronto a besteira estava completa, tinha que dividir o amor entre duas meninas. Em suas brincadeiras com os colegas, dizia que tinha 5 mulheres, a esposa e 4 filhas, isso antes do nascimento das netas, porque após a chegada delas aumentou a quantidade de mulheres na sua vida. Por tratar seus genros e futuros genros com respeito e atenção, tornou-se um segundo pai para eles, principalmente quando precisa dar conselhos e chamar a atenção deles sobre algo que não concorda. A chegada do seu terceiro neto, foi marcada de grandes surpresas, primeiro porque chegava a família um rapazinho, o Victor Rafael, e segundo porque alguns dos seus traços estão presentes no seu neto, como por exemplo, as prezepadas de criança, o jeito de andar e até a maneira de querer ajudar o próximo.
Esse ano a nossa família passou por mais um problema, nossa mãe adoeceu e chegamos até a pensar que iríamos perdê-la. Foi muito complicado para nós, vermos nossos pais sofrendo, nossa mãe no hospital e nosso pai tentando ajudá-la de todas as formas. Mas tudo que passamos foi proposto por Deus para que percebêssemos se o que eles nos ensinaram, tínhamos aprendido direitinho, ou seja, vocês nos ensinaram que quando amamos alguém devemos lutar por esse amor, que enquanto houver uma esperança de vida e Deus na família, há união, há companheirismo e há a certeza de que dificuldades existem, mas quando juntos enfrentamos com perseverança e Deus no nosso meio, vencemos a batalha.
Na verdade se fôssemos relatar tudo que lembramos da vida de seu Zué daria várias edições de livros, pois cada pessoa que teve a oportunidade de conhecê-lo tem uma história interessante a contar. No entanto, algumas coisas concordamos com Josué: que ele adora ouvir musicas sertanejas, que não se arrepende das coisas que fez, que é uma pessoa honesta e não sabe mentir.
Pai, hoje estamos reunidos para te dizer que és como uma pedra preciosa que brilha na vida da gente em todos os momentos. Que o teu exemplo de vida, de ser humano que és, poucos tem. Que o teu amor, a tua honestidade e teus bons ensinamentos que junto com a nossa mãe, ao longo desses anos, nos transmitiram, serviram para que pudéssemos ser essas mulheres determinadas e sucedidas que somos e que tanto vocês sonharam em formar.
Por isso, escolhemos esse dia tão especial, a data do seu aniversário, para prestar a nossa homenagem ao senhor que é para nós um exemplo de pai, amigo e companheiro.
Deus lhe dê muitos anos de vida! Parabéns!




Cicera, seu grande amor.

Filhas: Prazeres, Joice, Joscicleide e Maria José (da esquerda para direita da foto) e sua esposa (do lado esquerdo de Josué).

Seus netos: Victor Rafael, Victória Letícia e Cinthia Rafaela.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ENCERRAMENTO DO PROGRAMA GESTAR/2009 EM PETROLINA/PE

EXPETACULAR!
Muito encanto, leitura e produções no encerramento do Programa Gestar II, em Petrolina-PE, que aconteceu no dia 04/12/2009. Os formadores de Língua Portuguesa e Matemática organizaram uma exposição de trabalhos desenvolvidos durante as oficinas do Gestar nesse ano (2009). O objetivo desse encontro foi apresentar os frutos do Gestar. Frutos esses, brotados da persistência, dedicação e amor a educação.

O ambiente estava encantador! Muitos trabalhos belíssimos e ricos de conhecimentos estavam expostos nos corredores do Centro de Convenções enquanto dentro de um dos auditórios, diga-se de passagem um dos maiores, professores tiveram a oportunidade de apreciar os projetos exitosos desenvolvidos durante a aplicação das atividades do Gestar na escola.
Ao todo foram apresentados 18 trabalhos sendo que a maioria de Língua Portuguesa. Na ocasião, algumas apresentações culturais, também frutos do gestar, abrilhantaram o momento.
Lamentamos a ausência dos nossos formadores da UNB, que infelizmente não puderam estar presente devido a conclusão do curso em outro estado e de alguns amigos nossos, também formadores do estado de Pernambuco, que não chegaram a tempo devido ao equívoco da informação da data, passada por nós.
Obrigada a todos que levaram a sério o trabalho, mesmo tendo que enfrentar inúmeros desafios e, também, por acreditar que nós fazemos a diferença quando nos propomos a fazê-la.
PRAZERES LIMA
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Aconteceu no dia 12 de novembro de 2009.

No dia 12/11/09, aconteceu o último encontro do Gestar.
Esse dia foi dividido em dois momentos: no primeiro, estudamos as unidades 5 e 6, do TP2. No segundo, escolhemos o melhor trabalho desenvolvido durantes as oficinas para ser apresentado na exposição que estávamos organizando e realizamos as homenagens aos nossos colegas.


PRIMEIRO MOMENTO


O trabalho com o TP2 tinha como eixo temático “A análise lingüística”. Ao final das reflexões dessa oficina, esperei que os meus cursistas fossem capazes de:
1- caracterizar a gramática interna e o ensino produtivo;
2- caracterizar a gramática descritiva e o ensino reflexivo;
3- caracterizar a gramática normativa e o ensino prescritivo.
Iniciamos com o seguinte questionamento reflexivo:
• Que conceito você tem de gramática?
• Você trabalha com gramática?
• Que estratégias emprega no ensino de gramática?
Logo após, ampliamos nossas referencias, ao realizarmos a Leitura e discussão do texto “Questões ligadas ao ensino da gramática”, páginas 36 e 37.
Concluímos esse primeiro momento com a análise de uma sequencia didática, na qual percebíamos a abordagem da análise lingüística.
Foi maravilhoso esse momento, porque juntos refletimos sobre como devemos trabalhar a gramática: descritiva, normativa e internalizada.





SEGUNDO MOMENTO

Esse momento foi marcado por grandes surpresas. Ao retornar do longo intervalo, as cursistas organizaram o ambiente, passei o vídeo “Capturando vento” e entreguei a cada um, um potinho com “o melhor de mim” (assim como nossa doce Isabel fez conosco no último encontro em Gravatá), em seguida falei algumas palavras e fui surpreendida pela turma com homenagens.
Foi tão lindo! Naquele momento pude sorrir com mais entusiasmo, porque percebi que tinha realmente cumprido a minha missão.
Fiquei impressionada com a turma, pareciam ter combinado com antecedência o que fizeram com tanto carinho e dedicação.
Algumas professoras recitaram poemas escritos por elas, cantaram músicas, fizeram-me ouvir músicas e até presente ganhei!
Depois desse momento recheado de muita emoção, escolhemos o projeto que seria apresentado no Centro de Convenções e decidimos, também, o que iríamos expor no nosso stand.
Saímos de lá com a certeza de que:
· Muita coisa aprendemos;
· Amizades construímos;
· Valeu a pena fazer o GESTAR.








Dinâmica do potinho



Ganhando presente...rsrs




Apreciando as apresentações culturais


domingo, 6 de dezembro de 2009

MINHA AUTOAVALIAÇÃO


Mabel de Melo Cavalcanti – cursista do GESTAR II, Petrolina/PE
“Já comecei a colher frutos do meu trabalho, de forma tímida, porém qualquer melhora na aprendizagem do meu alunado é uma grande alegria. E eu festejo isso, afinal de contas, nenhuma mudança se dá da noite para o dia, até porque eles mesmos estavam muito habituados a tomar o ensino de gramática como o de língua portuguesa.”
Karla Fraciê
É interessante essa questão da timidez, porque nesse exato momento recordo do primeiro encontro com os colegas formadores do Gestar, o quanto estava tímida, quieta e posso dizer até, que estava insegura, mas com o passar do tempo fui observando que poderia crescer com esse trabalho, que a minha vida profissional não seria mais a mesma. E que a busca incessante por novos conhecimentos não poderia parar. Concordo com a professora cursista Eliane de Fátima Carvalho de Sá, quando diz:

Confesso que não foi fácil, porém está sendo maravilhoso, porque o grupo de formadores do nosso município é muito unido. Nós planejamos juntas as atividades e os encontros. Trocamos as experiências das turmas do Gestar, as angústias e as alegrias. E essa interação constante com os amigos professores e a troca de informações com os nossos formadores da UNB nos dar uma segurança inexplicável. O querer aprender e o querer transmitir o que aprendemos devem estar em consonância com os objetivos educacionais.

“Tudo na vida exige uma preparação. E o professor só conseguirá fazer com que o aluno aprenda se ele próprio continuar a aprender. Não se admite mais um professor mal formado ou que pare de estudar.”

Fabielena Valgueiro Diniz

É preciso sentir a mudança assim como expressaram as professoras cursistas em seu memorial:
“Sinto-me nesse exato momento uma nova professora.”
Francy


“(...) o Gestar II está contribuindo para minha reflexão e renovação da prática pedagógica. Renovação dos sonhos!”

Maria Geusinha Nunes Sobreira
E o Gestar tem proporcionado essa mudança, afirma a professora Kátia Gomes:
“O gestar tem proporcionado ricas explanações sobre conceitos tão presentes em nosso cotidiano escolar, mas que de certa forma, traz uma nova roupagem e nos faz ter um olhar mais crítico e aguçado para um desempenho melhor em nossas aulas.”

E é nessa ampliação de saberes que nos encontramos: formadores e professores cursistas/ professores e alunos.

“O GESTAR II amplia visões e desperta saberes. Nós professores, fazemos parte da história de nossos alunos, por isso temos que buscar a superação a cada dia, a encontrar meios que facilitem a aprendizagem de nossos alunos.”

Eugênia Cátia Paixão Novaes

Segundo a professora Maria de Lourdes dos Santos Silva, o GESTAR veio proporcionar aos professores de Língua Portuguesa a oportunidade de aperfeiçoar os conhecimentos e metodologias sobre o ensino nessa área.

Nesses relatos, percebe-se quão grande está sendo o programa Gestar para esses educadores e isso, traz uma satisfação enorme para mim, porque observo que minha atuação como formadora tem contribuído de forma significativa nesses avanços didáticos metodológicos.

Na turma em que ministro as oficinas há professores com mais anos de experiências de magistério do que eu, no entanto a sede de aprender a cada dia é constante. Afirmo isso, porque acompanho passo a passo meus cursistas, auxiliando-os desde a organização do portfólio até a organização das oficinas ministradas por eles. E a cada encontro avaliamos o resultado das oficinas aplicadas nas escolas. É maravilhoso e dar muito trabalho! Esse acompanhamento mais próximo, permite participar de forma interativa e interventiva (quando necessário) das práticas pedagógicas dos professores e também, não atrasar a entrega dos trabalhos/relatórios solicitados pela minha formadora da UNB, Isabel Cristina.

A professora Elaine Kuskoske comenta:

São notórias essas pessoas descritas por Elaine. A turma é composta por 42 professores e eles são motivados e tem muita sede de aprender.

Vejamos outros relatos que comprovam o que foi abordado anteriormente:

“Apesar de estar a 25 anos em sala de aula, vejo que tenho muito que aprender. Aprender para melhor ensinar, pois a tecnologia está muito avançada e temos que caminhar todos juntos de olho no futuro, com sua realidade de descobertas e de destruição ,mas jamais deixar de sonhar ,criar e idealizar um mundo melhor, mesmo que esse mundo ideal seja em textos produzidos por nossos alunos .Pois sonhar nunca é demais...”

Ana Célia de Castro Alves Miranda
“Percebo que além do encantamento necessário para lidar com vidas, com sonhos, com superação de dificuldades (digo isto com propriedade de conhecimento) é necessário a apropriação de novos conhecimentos, nas tecnologias que antes passavam despercebidas.”
Maria Madalena Paixão dos Santos Cabral.

Muitas são as dificuldades que nós, educadores, sofremos, porém nunca deixamos de sonhar. E o melhor dos sonhos é ver os nossos alunos aprendendo o que lhe ensinamos. Sonhamos com um futuro melhor para todos.
Alderiva Maria de Oliveira Souza
E a leitura deve estar presente na sociedade, mas não a leitura como pura decodificação de letras e palavras, mas como compreensão. Leitura com significado. Durante a formação continuada do Gestar, percebi que precisávamos ler muito mais do que as referências bibliográficas apresentadas nos TPs. Então, o grupo de formadores de Petrolina, buscou ler outras fontes bibliográficas.

Diante do exposto é que refletimos nossa prática pedagógica: estamos sendo um profissional ideal? Talvez não encontremos a resposta para esse questionamento, mas a professora Maria Selma de Brito, em suas reflexões pedagógicas encontrou a resposta ideal para sua inquietação:
“Hoje, se eu pudesse voltar no tempo... Que profissão escolheria? Sim! Sim! Sim! Seria professora!”

O importante é que reflitamos sempre nossa prática e possamos sonhar com um mundo novo, um mundo melhor. Assim como a professora Maria das Graças Fortaleza comenta:
“Haverá um novo mundo, quando todas as pessoas souberem ler e escrever; quando as pessoas que souberem ler se puserem a ler e daí passarem a sonhar com um novo mundo e todos lutarem por esse mundo melhor.”
É preciso traçar metas na nossa vida e buscar concretizá-las. Pensando assim, tracei metas na minha vida profissional e estou conseguindo concretizá-las. Sou uma educadora determinada e viso sempre o melhor tanto para meu aluno quanto para mim, como muitos profissionais competentes que conheço.
Sinto-me como uma semente, como comentei no inicio desse texto, pronta para germinar a cada dia, a cada amanhecer e faço minhas as palavras da professora cursista Jaqueline Ventura Ferreira:
“(...) é da semente que se germina, é da germinação que se cresce, é do crescimento que se floresce; é do florescer que se frutifica; foi e é deste processo que me fiz e me faço a educadora que sou. E a cada amanhecer e anoitecer agradeço a Deus por tudo que conquistei e conquisto em minha vida, pois tenho em minhas mãos o compromisso de educar cada vez melhor.”

E ao realizar minha autovaliação, percebo que minha nota não poderia ser inferior a 10.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

UMA TARDE POÉTICA

Apresento a vocês a poetisa Letícia Duarte. A jovem escritora, com apenas 15 anos de idade, lançou no dia 11 de novembro o seu quarto livro de poesias, intitulado “Visão do quarto”. Essa menina maravilhosa tem recebido vários elogios de artistas da nossa região. Teve a felicidade e a honra de algumas de suas obras serem musicalizadas.
Na tarde saudosa, em que aconteceu o lançamento, fui convidada por ela e seu pai, para ser mestre de cerimônia. Adorei o convite, pois fui sua professora de Língua Portuguesa até o início desse ano e sou uma admiradora de suas obras literárias.
Foi uma tarde maravilhosa! As pessoas que prestigiaram o momento, puderam apreciar suas poesias tanto declamadas por ela quanto pela atriz Aurenir e também, ouvi-las cantadas na voz do cantor Chico Mendes.
E para finalizar à tarde poética, os convidados degustaram de um delicioso lanche organizado com muito carinho e lirismo.

Parabéns Letícia! Que seus frutos poéticos possam continuar sendo saboreados pelos apreciadores da literatura.


Leiticia, sua mãe e seu irmão.


Euzinha, como mestre de cerimônia literária.



Os livros lançados pela jovens poetisa Letícia Duarte.






A atriz Aurenir declamando uma das poesias de Letícia Duarte.





O livro " Visão do Quarto".



O lanche (rsrs)












O Gestar em consonância com a Literatura


No dia 1º de outubro, nós, formadores do Gestar II de Língua Portuguesa em Petrolina/PE, organizamos um seminário, cujo tema foi “Literatura para adolescentes”, objetivando:
1- avaliar o envolvimento do professor com o que os adolescentes lêem;
2- conhecer as principais tendências na produção de uma literatura para adolescentes e critérios de seleção de obras;
3- desenvolver atividades capazes de despertar o aluno para o prazer e o valor da literatura.
Na ocasião, os professores de Língua portuguesa tiveram a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos literários, através das ricas explanações da Mestra Aparecida Brandão, que buscou na sua palestra fazer com que os professores fizessem uma viagem desde o campo dos conceitos até os dias atuais, como também, através da exposição dialogada, recheada de exemplos dinâmicos da professora especialista Flávia Maria de Brito, que apresentou o código imagético na obra literária.
Essa foi mais uma maneira audaciosa de trabalhar as unidades: 24 do TP6; 7 e 8 do TP2.




A mestra em Literatura Aparecida Brandão




A professora Flávia Maria de Brito

















domingo, 15 de novembro de 2009

SOMOS EDUCADORES!

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AMIGOS VERDADEIROS EXISTEM. GRAÇAS A DEUS!

Ao ler o texto da minha amiga Diza, como os íntimos a chamam, juro que não contive a emoção, porque cada palavra fazia com que eu recordasse quantas e quantas vezes entrei pela madrugada organizando o que levaria para o encontro em Gravatá/PE – encontro de avaliação do curso, que aconteceu nos dias 22 e 23 de outubro. Pareceria comum, se eu não tivesse adoecido e ficado internada, lá em Gravatá, causando nos meus amigos um grande susto.
Chegamos ao Hotel Portal, na noite anterior ao encontro para que pudéssemos descansar um pouco. Viajamos numa Van por 11 horas num sol escaldante que nem o ar do carro conseguia amenizar o calor. Imaginem! Eu já não estava bem, sentia cólicas intestinais e a única coisa que agüentei ingerir durante o percurso foi água de coco.
E mesmo diante do meu estado de saúde, fiz o possível para participar da formação final. Mas, como dizem os mais velhos: “Nem sempre o que queremos, podemos realizar”. Foi o que aconteceu comigo: Organizei alguns slides com citações retiradas dos memoriais dos meus cursistas, levei uma sequencia didática de um dos professores para mostrar o quanto eles estão trabalhando e suas experiências estão sendo exitosas. Abriria a minha apresentação com um vídeo que adoro “Mudanças e atitudes”, para que todos, principalmente minha adorada formadora Isabel, pudessem perceber o quanto o Programa Gestar foi fundamental para minha qualificação profissional, pois assim como uma rosa (de preferência vermelha) que vai se desabrochando e tornando o ambiente mais belo e perfumado, eu comecei como formadora do Gestar. Hoje posso verificar que os jardins/as escolas por onde tive o imenso prazer de estar, consegui deixar o aroma perfumado do saber: o saber ser, o saber querer e o saber aprender a cada amanhecer e a cada anoitecer. Porém, Deus é quem realmente traça nosso caminho e hoje sei porquê eu precisava passar por tudo aquilo, no dia 22/10/2009. O Senhor quis mostrar-me que mesmo diante de tanta violência e injustiças nesse mundo, ainda há amigos verdadeiros.
Na tarde do dia 22/10, eu me esforcei para realizar uma boa apresentação, mas não conseguia esconder a insuportável dor que insistia em atormentar-me, embora já tivesse tomado tudo que tinham indicado de medicamento. Infelizmente, só tive a oportunidade de assistir a apresentação de: Diza, Vilani e Flávia. Diza deu um show na sua apresentação, mostrou seu blog e leu um texto de uma de suas cursistas. Vilani, mostrou o seu trabalho em banner e em vídeo. Só que Vila, como carinhosamente a chamo, fez uma surpresa para mim: realizou uma homenagem descrevendo o quanto significo em sua vida. Se sadia eu já me emociono com homenagens, imaginem eu doente! Flávia, uma professora nova na profissão, mas muito determinada e dinâmica fez suas explanações através de relatos da sua exitosa experiência, mesmo tendo enfrentado inúmeros desafios e dificuldades. Após a apresentação de Flávia, fomos para o intervalo, digo, meus colegas foram para o intervalo, porque eu fui para o quarto. Depois de três horas, Perpetua e Vilani chegaram ao quarto e me encontraram ardendo em febre, estava com uma forte infecção intestinal. Então combinamos que enquanto eu tomasse um banho e me arrumasse para ir ao hospital elas iríam jantar, pois tínhamos certeza que naquela noite eu dormiria no hospital. Fui levada ao hospital por Perpetua e Joselma, passei a noite tomando soro e medicamentos. Minha amiga Joselma, que tinha chegado de Recife, nem teve o privilegio de dormir no confortável Hotel Portal, tadinha, dormiu numa cama de hospital! (quase igual, não é? Até rimar, rimou. Brincadeirinha!) Enquanto Vilani mandava torpedos com mensagens bíblicas. Ao amanhecer ela trocou de turno com Vilani, que nervosa tentava me fazer sorrir e comer o tempo todo, sem muito sucesso! Nervosa porque o médico não queria me dar alta e precisávamos voltar a Petrolina/PE ao meio dia. No hotel Perpetua, Diza, Aparecida Brandão e nossa chefinha Isva, organizavam o retorno a cidade natal.
Em resumo, sai do hospital antes do meio dia, e ao chegar ao hotel recebi das mãos de Diza a lembrança de Isabel e o vídeo que ela passou no final do encontro, depois retornei a Petrolina com Isva e Aparecida Brandão no carro que viajavam, para que pudesse vir mais confortável. São momentos como esse, que percebemos o quanto os amigos são importantes na nossa vida, o quanto são fundamentais quando estamos longe de nossa família e de nosso lar. Lamento muito...muito mesmo, não está na foto final. No entanto agradeço a Deus, por ter colocado pessoas maravilhosas em minha vida. Pessoas solidárias que não mediram esforços para ajudar, deixando de: dormir na melhor cama do hotel; jantar e tomar café da manhã com calma, saboreando deliciosos pratos e até mesmo de dividir o conforto de seu carro para acolher um amigo.
Que o Senhor encha de luz e sabedoria a vida de cada uma delas!

Pois...

É impossível de esquecer
Fernanda Brum e Eyshila

Amigo é muito mais
Do que alguém pra conversar, alguém pra abraçar
Amigo é uma bênção
Que vem do coração de Deus pra gente cuidar

É assim que você é pra mim
Como uma pérola que eu mergulhei pra encontrar
É assim que você é pra mim
Um tesouro, que pra sempre eu vou guardar

Amiga, eu nunca vou desistir de você
E Pela tua vida eu vou interceder
Mesmo que eu esteja longe meu amor vai te encontrar
Porque você é impossível de esquecer

Eu acredito em você
Eu acredito nos sonhos de Deus pra tua vida
Amiga eu oro por você
Porque a tua vitória também é minha

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Melhores momentos do penúltimo encontro

Dinamizando a penúltima oficina do gestar, que aconteceu no dia 29/10/09, dividi a turma por escola e lhe entreguei uma das seções do TP1, para que os professores discutissem e aplicassem uma das atividades propostas (isso tudo antes do dia 29/11); em seguida, solicitei que na supracitada data, eles apresentassem para o grande grupo o relato da experiência vivenciada.
No dia da oficina, esperei que, depois das reflexões e das atividades propostas neste TP1, os professores cursistas fossem capazes de:
1 - relacionar língua e cultura;
2 - identificar os principais dialetos do Português;
3 - identificar os principais registros do Português.
4- caracterizar a norma culta;
5- caracterizar a linguagem literária;
6- caracterizar a língua oral e a língua escrita.
7 – identificar os traços da intertextualidade em nossa interação cotidiana;
8 – identificar os vários tipos de intertextualidade;
9 – identificar os pontos de vista nas diversas interações humanas.
Fiquei orgulhosíssima, pois os professores demonstraram segurança em todas as explanações feitas por eles. E após algumas apresentações saborearmos um delicioso lanche coletivo, que foi organizado para comemorarmos o Dia do Professor e o do Funcionário Público. Depois do lanche retornamos as apresentações.
Parabéns amigos Professores!

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

PRODUÇÃO DE TEXTOS ARGUMENTATIVOS

Produzir ou não textos argumentativos, eis a questão! Até os dias atuais alguns dos professores de língua portuguesa fazem esse questionamento, por inúmeras razões: desinteresse do aluno em escrever textos, principalmente argumentativos; por associar este tipo textual somente a textos científicos e acadêmicos; por não saber como ensiná-los, ou seja, por diversos percalços que estão presentes na sua prática docente. Sabendo dessa realidade, a oficina “Produção Textual”, foi organizada de maneira bem interativa, tendo com ponto de chegada:
1 - apresentar elementos de reflexão e estratégias relacionados ao planejamento de textos.
2- identificar estratégias que podem ser utilizadas para o planejamento e a escrita de textos.
3- desenvolver atividades de planejamento e escrita, considerando a construção e revisão textual.
4- identificar parâmetros de avaliação e ações necessárias ao desenvolvimento da etapa de revisão.
5- identificar os elementos necessários ao desenvolvimento da etapa de edição.
6- produzir atividades de revisão e de edição da escrita para seus alunos.

• No primeiro momento, os cursistas leram e compreenderam um trecho do texto de Moacy Scliar “A primeira cartilha” e logo após receberam a proposta para escreverem numa folha de ofício sobre uma experiência engraçada da sua vida de estudante. Essa dinâmica possibilitou o entendimento sobre uma das estratégias de escrita: “brainstorming”, já muito conhecida e utilizada, a produção de anotações, resumos, parágrafos iniciais, etc.
• No segundo momento, tiveram que seguir algumas orientações sobre a escrita. O objetivo dessa dinâmica era fazê-los passar por todas as etapas do processo de composição textual: planejamento, revisão e edição.
• No terceiro momento, as etapas do processo de composição pelas quais passaram foram percebidas e tornaram tema de discussão. Foi maravilhoso! Os professores observaram que a produção textual tem como trabalho central a escrita do texto e que todas as etapas estão interligadas, mas podemos ensinar nossos alunos que durante a escrita podem planejar novamente e revisar o que escreveram, dialogando com seu texto, fazendo perguntas ao seu texto como as indicadas por Calkins (2002: 166 e 167): “O que eu disse até agora? O que estou tentando dizer? Será que eu gosto do que escrevi? O que é tão bom aqui, que eu possa entender? O que não é bom que eu possa arrumar? Como meu texto soa? Como parece? O que meu leitor ou leitora pensará, quando ler isto? Que indagações poderão fazer? O que observarão? Sentirão? Pensarão? E o que farei a seguir?”
• No quarto momento, para a surpresa de todos, seus textos tiveram que passar por uma correção. Em dupla houve troca de textos e tiveram que se posicionar como professores corrigindo as produções de seus alunos. Magnífico! Pois entenderam que há tipos de correção: indicativa, classificatória, resolutiva e textual-interativa e a partir daí, analisaram qual comumente utilizam em sala de aula.
• Para finalizarmos a oficina, refletiram sobre a diferença entre: corrigir e avaliar, redação e produção, analisaram as atividades do TP6, unidades 21 e 22, e selecionaram um dos avançando na prática das unidades trabalhadas para ser aplicado com a turma em que está desenvolvendo as oficinas do Gestar.
Acredito que os objetivos foram alcançados, pois os professores que ali estavam, saíram com a certeza que:
• Cabe ao professor não somente preparar o aluno para a produção de textos, garantindo o conhecimento sobre o tema a ser desenvolvido, mas que ele deve privilegiar o aprendizado relacionado aos procedimentos de produção, seja por exemplo próprio, seja por outro tipo de exemplificação.
• O professor é aquele que constrói andaimes que vão sendo utilizados e internalizados pelos alunos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O poder da argumentação

Autora:Prazeres Lima


Quantas vezes você já ouviu ou proferiu a expressão “o poder da argumentação”? É bem provável que inúmeras vezes. No entanto, é incrível como a palavra “argumentação” nos faz lembrar textos acadêmicos e científicos, não é mesmo? Talvez por associarmos “apenas” o verbete a defesa de uma tese, mesmo sabendo que este significa apresentar fatos, idéias, razões, provas, etc. que comprovem uma afirmação e, também, que é possível encontrarmos nos diversos gêneros textuais a argumentação.
Para tornar uma oficina prazerosa, iniciei com um pequeno vídeo “Mudanças e atitudes”. Lindo! Que apresenta um poder de argumentação incrível! E após refletirmos sobre o mesmo, a professora cursista Ivonete, da Escola Padre Luiz Cassiano, pediu para ler para os colegas um texto humorístico, que havia recebido de uma de suas alunas: Contrato Único. Foi fantástico, porque ao mesmo tempo em que a professora lia, ela encenava, tornando-o mais engraçado. Após esse momento de descontração, as professoras receberam um desafio em grupo: fazer uma propaganda a partir do objeto que lhes foi entregue, entre eles: capacete, caixas de creme dental, chaveiro, bolsa, fósforo. Exceto um dos grupos, que recebeu a missão de escrever um texto informativo sem a utilização de objetos, cujo tema era calvície. Os textos além de criativos tinham que apresentar argumentos que comprovassem a veracidade de sua tese. E o que mais chamou minha atenção nas apresentações foi a espontaneidade das professoras, pareciam “garotas propagandas”.
A partir dessa dinâmica, realizamos a explanação dialogada sobre a argumentação, onde relembramos, a princípio, o significado da palavra, a diferenciação de tese e de argumentos e analisamos como trabalhamos com esse conteúdo na sala de aula.
A reflexão de nossa prática pedagógica foi bem discutida, visto que, algumas das atividades do TP6, unidade 21, vivenciadas na oficina propiciou a/o:
¬ Identificação de marcas de argumentatividade na organização dos textos;
¬ 2- Identificação e análise de diferentes tipos de argumentos que sustentam uma argumentação textual;
¬ 3- Reconhecimento da qualidade da argumentação textual.


Nossa, falar a verdade é preciso!
Pense numa oficina bem legal e descontraída!




“Essa oficina só veio acrescentar informações precisas para o nosso planejamento, pois esta semana estávamos na escola analisando as OTM (Orientações Teórico-metodológicas) e discutindo como trabalharíamos a argumentação com as turmas do Ensino Fundamental II. Agora percebemos que o nosso pensamento estava/está correto: Podemos utilizar diversos gêneros textuais para trabalhar a argumentatividade. E isso é maravilhoso!”


Professora Kátia, da Escola Antônio Padilha

domingo, 23 de agosto de 2009

MEMORIAL DA CURSISTA DO GESTAR II CARLA SIMÕES


Memorial
Por
Carla Simões



Memorial: Tenho em mim todos os sonhos...
Sinceramente nunca pensei em escrever um memorial, sou o tipo de pessoa que vive o hoje, não sou de ficar recordando o que passou, mas o desafio de lembrar fatos que se fizeram importantes na minha vida me fará refletir minhas práticas de hoje.
É importante ressaltar, que esse memorial será apresentado à formadora Joselma Marins para a avaliação da minha prática no Programa Gestar II – Português, no estado de Pernambuco.
Por conseguinte, como não tenho muita experiência nesse tipo de texto, como já mencionei acima, tomei por base o memorial da formadora Prazeres Lima, que me ajudou muito na elaboração deste. Contarei a história de sonhos que foram tornando-se realidade no decorrer dos tempos.
Onde tudo começou...
Nasci no dia 24 de julho de 1981, na cidade de São Paulo, no bairro do Ipiranga, para quem não se lembra foi onde Dom Pedro I proclamou a independência do nosso país, por isso que gosto de mencionar o bairro. Filha de um mineiro e uma baiana que se encontraram em São Paulo, (naquela época as pessoas saíam de suas cidades para tentar a vida em São Paulo) apenas uma irmã, fui criada num ambiente cheio de amor, apesar das brigas constantes com minha irmã (coisas de criança).
Entrei na escola aos cinco anos e meio, no antigo pré-escolar que lá chamávamos de “prezinho”, estudei com as professoras Célia e Regina. Adorava ir à escola, estudava à tarde, e a noite por volta das seis meu pai vinha me buscar. Recordo-me numa ocasião, meu pai mostrou-me uma moça que estava indo á escola, provavelmente à faculdade, e ele disse que um dia seria eu que estaria no lugar dela, acredito que ele já contava que um dia viria sua filha formada, eu a observei e achei muito bonita, e essa imagem nunca saiu de minha mente.
Minha brincadeira favorita era “escolinha”, brincava de outras coisas, mas essa eu adorava, sempre era a professora, já que era a mais velha e fui a primeira professora da minha irmã, e comigo ela aprendeu a escrever o seu nome, a contar. Na escola sempre fui muito tímida, as professoras diziam que quase não ouviam a minha voz, tamanha timidez. Lembro perfeitamente a “pró” da primeira série, chamava-se D.Neusa, ela contava histórias, e depois pedia para representarmos, foi meu primeiro contato com os livros.
Recordo-me ter contato novamente com os livros apenas na quinta série, com a professora Valéria de Língua Portuguesa, ela fazia a gente levar um livro por semana para ler, além de toda semana escolher uma reportagem, fazer um resumo sobre ela e apresentá-la aos colegas, fora as produções de textos. Com certeza já podíamos usá-la como exemplo de professora contextualizada, de todas as professoras que passaram por mim, ela com certeza foi a mais marcante.
No meio do ano mudei de escola e de bairro, passei apenas dois anos nesse bairro novo, foi então que veio a grande mudança, saí de São Paulo e vim parar em Petrolina/PE, no começo foi difícil a adaptação, tudo era diferente, a comida, o jeito de falar, o calor (esse era o pior!), mas aos poucos fui me apaixonando por essa cidade e hoje não tenho mais vontade de mudar daqui.

Ensino Médio: Tudo de novo?
Bem quando cheguei a Petrolina, fui direto para o Ensino Médio, já era difícil a adaptação por causa dos fatores que citei acima, além da convivência que já é complicado para todo adolescente. Interessante que dessa época os dois primeiros anos parecem que se apagaram da memória, recordo-me apenas mais do terceiro quando consegui uma oportunidade de estágio num banco, e fui reprovada, e esse fato marcou definitivamente meu destino, porque logo após fiz inscrição na GRE para estagiar na secretaria de uma escola, fui aprovada, e a partir daí comecei a me interessar por sala de aula, em razão do ambiente escolar, fiz o vestibular para Letras e fui reprovada. E agora?
Como o meu ensino médio era daquele antigo técnico (que nem te preparava para o vestibular, muito menos para uma profissão), quando fui reprovada no vestibular, a única chance que eu tive foi fazer novamente o ensino médio (estudo gerais), e assim que eu tivesse oportunidade faria novamente o vestibular.
Acabei fazendo os três anos do ensino médio, e no último ano pensava em fazer o vestibular, como todos os meus colegas, mas veio o drama, minha irmã também terminava o ensino médio, e meus pais não tinham condições de pagar as duas inscrições, e meu pai por senso de justiça, achou pagar a inscrição de minha irmã, já que ela nunca tinha feito, e eu já tinha sido reprovada. Que “balde de água fria”, mas veio a esperança, numa conversa com a Professora Josineide de Língua Portuguesa, expliquei minha situação, e a mesma disse que ia me ajudar. Então ela fez uma “vaquinha” com os professores e paguei a inscrição. Porém eu tivera sido reprovada uma vez, quem garantia que não fosse novamente? Meu Deus seria uma decepção para meus pais e professores, mas essa história teria um final feliz, fui aprovada e tinha a oportunidade de fazer o curso que tanto sonhava.

Faculdade: Um sonho realizado?
Em 2001, comecei o curso de Letras na FFPP, e então percebi que não seria nada fácil, que não tinha muita base do Ensino Médio, e já que meu curso era habilitação Português/Inglês a dificuldade era maior, tanto que fui reprovada no quarto período na disciplina Inglês, e tive dificuldade nos outros, nessa disciplina.
Foi um período muito difícil, todo final de semestre era um drama pagar a mensalidade da faculdade, além do que tinha que gastar com Xerox e livros. Nesse tempo dava aulas de bancas, estágios nas escolas, e ajudava meus pais. Ufa! Mas deu certo no final.
Participei de movimentos estudantis da faculdade, sendo membro do Centro Acadêmico de Letras, onde em conversa com os alunos e professores, tentamos melhorar nosso curso, na teoria muito lindo, mas na prática complicadíssimo.
Meus professores eram esforçados, mas sai da faculdade com aquela sensação de que a maior parte aprendi na prática em sala de aula, através de estágios (remunerados ou não) que fiz no decorrer do curso.
Fui a primeira a ter diploma universitário na minha família, isso para mim e para meus pais era motivo de orgulho. Só que vinha a pergunta, com o “canudo” na mão o que fazer?

Da teoria á pratica: como é difícil!
Assim que terminei o curso de Letras, em dezembro de 2005, apareceu à grande oportunidade, concurso do estado para professores, e era a chance que eu esperava, mas como tudo para mim é mais complicado, passei, mas muito longe, sem esperanças de ser chamada. Nesse momento me senti totalmente sem estimulo.
Seis meses depois, trabalhava numa escola particular, e substituía uma professora na Escola EMAAF, foi então que surgiu a oportunidade de fazer uma seleção para ser atendente no Expresso Cidadão, passei e trabalhei durante dois anos e meio, e foi uma experiência que mudou muito do que pensava, amadureceu-me profissionalmente.
Em outubro de 2007, tive uma grande surpresa fui nomeada no Estado para ser professora, lembro da felicidade que senti, liguei para minha mãe, meus amigos, tamanha era minha realização. Posso considerar-me sortuda, porque além ser localizada numa das melhores escolas de Petrolina, a Escola Professor Simão Durando, eu trabalho do lado da minha casa.
Nessa escola, tenho todo apoio da direção na execução dos meus projetos, logo quando cheguei à escola, desenvolvi um de inglês, falando da influência da cultura americana no Brasil, onde foi grande a participação dos alunos e até hoje sou reconhecida por esse projeto.
Ainda não tive oportunidade de fazer minha especialização, mas já fiz cursos de aperfeiçoamento, principalmente na área de Inglês, mas pretendo fazer minha especialização em Português.
No Gestar II no começo tudo era muito..., muitos professores, muito barulho, muitas informações, muitas dúvidas... Era muita também, a vontade de acertar das colaboradoras (Joselma e Prazeres), de passar todas as informações e quanto podia ser prazeroso, se tudo que fosse proposto por elas fosse aplicado em sala de aula. Algumas propostas eram interessantes, e outras já faziam parte da minha didática em sala de aula. As salas foram divididas, melhorou o trabalho, mas o tempo entre uma a aplicação de uma oficina e outra é muito curto e isso dificulta o nosso trabalho. Mas esses problemas vão sendo sanados aos poucos, espero que ao final desse trabalho possamos colher bons frutos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

NORDESTINO

Eita, danou-se!!!!
Viiiixe Maria!!!! Vôte!!!!
Rir dos outros é mangar.
Tudo que é bom é massa.
Tudo que é ruim é peba.
Cheio de não me toque é frescura, é pantim.
Se é pequeno é miúdo, é pixotinho
.Quem é franzino é xôxo.
O bobo se chama leso.
Quem tem pernas finas tem cambitos.
Mulher orgulhosa é paba.
O medroso é frouxo.
Homem é caba.
Nordestino não é homem, é macho.
Sem dinheiro é liso.
Se tem dinheiro tá folgado, é estribado.
Um nó folgado, está afolozado.
Desarrumado é malamanhado.
Briga pequena é arenga.
Mancha de pancada é roncha.
Catinga de suor é inhaca.
Mau cheiro nas axilas é suvaqueira.
Quem tem sorte é cagado.
Gente insistente é pegajosa.
Quem entra sem licença, emburaca.
Atitude de palhaço é munganga.
Criança manhosa tem calundu.
Com raiva tá injuriado, pegou ar.
Quando come enche o bucho.
Não quer comer, tá com fastie.
Se tem diarréia tem caganeira.
Quando é exagerado, é aloprado.
Ser esperto é ser desenrolado.
Vai sair, diz vou chegar.
Não dá volta, arrudeia.
Ir embora é pegar o beco.
Sair apressado é sair desembestado.
Esperar um minuto é esperar um pedacinho.
Acompanhar casal namorando é segurar vela.
Não percebe, ele dá fé.
Não pula, dá pinote.
Não conversa, ele resenha, joga conversa fora.
Não se dá mal, se lasca todinho.
Quando fica brabo, fica com a gota serena, com a febre do rato, com os cachorros da mulesta, roda a baiana.
Quando quebra algo, ele tora.
Quando se espanta, diz aff, Maria!
Quando se admira diz oxente!
Água com açúcar é garapa.
Botão de som é pitoco.
Estouro é pipôco.
Confusão é rolo, é fuá.
Apertar é arroxar.
Chicote se chama açoite.
Fofoca é fuxico.
O ancião é caduco.
A moça nova é boyzinha.
O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca, pirangueiro.
Quem não paga as contas é veaco.
Quem dá furo não cumpre o prometido.
Ser engraçado é ser gaiato.
Vigiar as coisas é pastorar.
Nordestina não fica grávida, fica embuxada, prenha, enxertada.
Nordestino não é mulherengo, é escroto, é raparigueiro, é arroxado.
É mesmo, e apôis!!!!



Fonte: texto veiculado na internet.
Autor: desconhecido

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

RI MELHOR QUEM RI NA ESCOLA

Piadas, charges, parlendas, causos estiveram presentes em mais uma das oficinas livres do Gestar. Foi uma manhã bem descontraída onde o riso contagiou a todos. Também, não era para menos estávamos na oficina “Ri melhor quem ri na escola”. Ao invés do bom dia em pps, preferi contar uma piada para a surpresa dos professores cursistas que quase não pararam de ri. Depois os questionei sobre o significado da palavra “humor”. E percebi que assim como muitos, eles “apenas” a associaram ao riso, a descontração, ou seja, a expressões que envolvem alegria. Então, aprofundamos a nossa discussão, com os conceitos apresentados por “Ziraldo e o humorista Bussunda”. “Sem deixar cair à peteca”, perguntei a turma “se há coerência no humor?”, recordando dessa forma, o tema abordado nas duas últimas oficinas: “Coerência e coesão textual” e, convictos de suas respostas disseram, em unanimidade, que “claro!”, justificando a resposta dada. Finalizamos esse ponto da discussão com a afirmação da professora e Drª Ormezinda Maria, se pensarmos a educação com desafio de olhar com outros olhos para essa tela e tentar descobrir interligações, interconexões e intercomunicações, veremos redes de sentidos e de significados.
Naquele momento, parecia que o riso tinha desaparecido, foi quando eu os apresentei uma imagem ambigua e os questionei sobre o que estavam vendo? E eles relataram cada coisa! Depois perceberam que vemos “aquilo que queremos ver”. E o riso novamente tomou conta da sala.
Com o riso dos professores contido, partimos para a analise dos onze fatores que segundo Marcuschi e Koch, fazem um texto ser coerente : conhecimento lingüístico, conhecimento de mundo, conhecimento partilhado, focalização, inferências, informatividade, intensionalidade, situacionalidade, aspectos pragmáticos, intertextualidade e relevância. Para cada fator apresentado, textos eram analisados e o riso ecoava pelos corredores da escola. E entre a apresentação de um slide e outro, era necessário pararmos, pois alguns dos educadores queriam contar uma piada.
Para finalizarmos a oficina, foram apresentadas três histórias para que o grupo selecionasse uma e organizasse uma seqüência didática, de acordo com as orientações que receberam sobre seqüência didática.
Os professores cursistas saíram da oficina motivados a realizar atividades que proporcionem, também, alegria e prazer aos seus alunos, utilizando textos humorísticos como suporte pedagógico.


“Trabalhar com humor e com amor, eis um caminho para pensar a educação e assim, abrir um espaço para recriar a escola.”
Prof. Dra. Ormezinda Maria Aya-Ribeiro

sábado, 25 de julho de 2009

Em foco:Coerência e Coesão textual

Atrair o professor cursista para essa oficina, foi o meu maior desafio, pois grande parte dos educadores no nosso estado está em greve e convencê-los a participar desta formação continuada, para muitos “era furar a greve”. Na verdade, recebi alguns e-mails que justificavam dessa forma a ausência na oficina e é evidente que respeitei a decisão de todos. O importante é que em meio aos entraves na área da educação, aconteceu mais uma oficina do Gestar, com a participação de 60% dos cursistas.
Iniciamos o nosso trabalho com uma dinâmica: construção de um texto oral, a partir de objetos que estavam numa caixinha. Escolhemos dois professores para participar da dinâmica, enquanto os demais apreciavam a produção. Foi um momento super descontraído, onde a inserção dos elementos coesivos e da coerência foi percebida durante a brincadeira. Em seguida, partimos para explanação dialogada sobre a temática Coerência e Coesão textual, dando continuidade ao estudo das atividades do TP5 e do AAA5.
E na continuação da aplicabilidade da oficina, os professores cursistas tiveram a oportunidade de produzir falas para uma história em quadrinhos, discutir sobre coerência intratextual e extratextual, coesão: seqüencial, referencial (analise e identificação da coesão referencial: exófora e endófora, anáfora e catáfora), por justaposição, por reiteração e sobre cadeia coesiva.
Finalizamos a oficina com a análise em grupo de algumas atividades do TP5 e AAA5, unidades 18 e 19, e socialização da seqüência didática organizada a partir da análise realizada.

Embora, não pudéssemos contar com a participação de todos, os cursistas que estavam presentes relataram que “a cada encontro sentem mais desejo de estudar e de colocar em prática o que foi aprendido e apreendido”. São relatos como este que nos permite refletir quão grande é válido participar/ministrar do/o Programa Gestar.

Uma oficina audaciosa


A coesão e a coerência nos gêneros textuais, esse foi o tema em destaque na oficina, que aconteceu no dia 07/07/09. A oficina foi ministrada de forma audaciosa, pois, nós formadores, mostramos como as competências da BCC (Base Curricular Comum) e as OTM (Orientações teórico-metodológicas) estão interligadas com as atividades do Gestar II. A princípio, pensávamos que esta oficina não aconteceria devido à greve ter sido deflagrada; no entanto, ficamos felizes porque os professores atenderam a nossa convocação. Sinal que nós, formadores do gestar, temos proporcionado momentos de interação e aquisição de novos conhecimentos. Isso nos deixa muito feliz. Quando afirmo ter sido uma oficina audaciosa é porque, dessa vez, os educadores do Ensino Médio, gestores e vice-diretores tiveram a oportunidade de participar da referida oficina. Tendo como definição do ponto de chegada: 1- Identificar relações lógicas de temporalidade e de identidade na construção de sentidos do texto; 2- Analisar efeitos de sentido decorrentes da negação; 3- Analisar relações lógicas de construção de significados implícitos na leitura e na produção de textos; iniciamos nossa oficina com uma dinâmica prática: texto fatiado (como aqui conhecemos), onde na oportunidade os grupos tentaram reconstruir o texto que estava em pedaços, acrescentando elementos coesivos, deixando-o coerente; depois da socializamos da dinâmica, realizamos a exposição dialogada sobre o conteúdo coerência e coesão nas produções de textos, apresentando aos educadores como as Competências da BCC e os conteúdos das OTM foram contemplados na dinâmica vivenciada. Explanação riquíssima, pois além dos conceitos de coerência e coesão, que formam revisados, trocamos experiências sobre temas como: coerência intratextual e extratextual, analisamos textos coesos e coerentes, identificamos algumas relações lógicas, entre elas: a temporal, a de negação, a de implicação e a de identidade. E acrescentamos ao nosso conhecimento o conceito de escopo de negação, sendo que este foi apreendido na prática, no momento de análise textual. Finalizamos com a solicitação da produção de uma sequência didática, utilizando como suporte os conteúdos das OTM e as Competências da BCC. Segundo a educadora Wédja “ A oficina só veio acrescentar novas reflexões a nossa prática pedagógica. Pena que não estou participando das oficinas do Gestar.” Assim como Wédja, outros lamentaram a não participação, mas ficaram satisfeitos, por terem levado consigo a seguinte reflexão: “Se o professor quer que seus alunos produzam textos coerentes e coesos, é preciso mostrar o funcionamento destes mecanismos na situação de produção específica em que o texto está inserido. Somente desta maneira o aluno vai se familiarizar com novas aquisições linguísticas e perceber que solucionar um problema de coerência ou coesão em um texto não significa simplesmente trocar uma palavra, substituir ou modificar um conectivo, nem adequar os tempos verbais, trata-se, antes de tudo, de perguntar sobre os elementos que envolvem sua produção.”

A abertura do II Semestre Letivo em Petrolina é marcada pela oficina livre do Gestar II.

O GESTAR II SOB UMA NOVA ÓPTICA


As oficinas do Gestar II de Língua Portuguesa tem sido ponto de muita discussão entre os professores da rede pública no nosso estado. Primeiro por abordarem temas bastante pertinentes e enriquecedores às práticas pedagógicas e segundo, por serem ministradas por formadores competentíssimos e “ousados”.
É notório o nosso grau de ousadia, pois estamos indo além do que o programa propõe, sem deixar de atingir todos os objetivos por ele proposto. Um exemplo claro disso, foi à oficina livre que organizamos no dia 06/07/2009, que teve a participação de educadores de outras áreas/disciplinas, objetivando refletir sobre o tema Planejamento e avaliação a partir de uma visão interdisciplinar do processo ensino/aprendizagem.
A referida oficina aconteceu na Universidade de Pernambuco, Campus III, localizado em Petrolina, com capacidade para 900 pessoas, marcando, assim, a abertura oficial do 2º semestre letivo. Cerca de 1600 profissionais da Rede Pública Estadual, distribuídos em dois turnos (manhã e tarde) estavam presentes. Para esse evento, tivemos, também, a participação de formadores/capacitadores de outras áreas; visto que, trataríamos do tema de forma interdisciplinar.
Partimos do ensino da língua posto pelo Gestar II, socializamos as experiências vivenciadas pelo Programa imprimindo, por meio desse, palestras interdisciplinares, ou seja, apoiados nos TPs, dinamizamos temáticas que se alinharam à malha de disciplinas vivenciadas na Rede, em consonância com a Base Curricular Comum do Estado de Pernambuco.
Ao término da explanação do tema, os educadores avaliaram positivamente a oficina e sugeriram que esse Programa possa ser extensivo ao Ensino Médio e aos demais componentes curriculares.

sábado, 4 de julho de 2009

ACREDITE VOCÊ TAMBÉM!


Em 2002 acreditei que poderia ficar entre os finalistas do Prêmio Victor Civita. Embora não tivesse chegado à etapa final, fiquei super feliz por meu trabalho ter ficado entre os 53 melhores.
Acredite você também! Pois poderá ser um dos educadores nota 10 desse ano. Se inscreva e organize todas as evidências relatadas no seu trabalho.
Boa sorte!

Prêmio Victor Civita 2009
Inscreva-se já!
Gestor Nota 10
Nova categoria
Neste ano, a categoria Prêmio Escola muda de nome. Ao melhor projeto de gestão escolar será concedido o Prêmio Gestor Nota 10, escolhido entre cinco finalistas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

É hora de visitar!

Entre um momento e outro, temos que visitar os nossos cursistas. Saber como estão desempenhando as atividades, quais as dificuldades encontradas, tirar dúvidas, entre outros. E o mais prazeroso nessas visitas, é a felicidade demonstrada por professores e alunos através do olhar, dos gestos, e principalmente, das produções desenvolvidas durante as oficinas aplicadas.


PARABÉNS! ESTOU ORGULHOSÍSSIMA POR TER CURSISTAS COMO VOCÊS!


TIRANDO DÚVIDAS SOBRE O PROJETO PEDAGÓGICO A SER ELABORADO.

ESCOLA PADRE LUIZ CASSIANO







MOSTRAR O QUE FOI PRODUZIDO É FELICIDADE TANTO PARA O ALUNO QUANTO PARA O PROFESSOR.
ESCOLA JOAQUIM ANDRÉ CAVALCANTI








MAIOR INTERAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS.
AULAS MAIS ATRATIVAS.









quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os alunos estão produzindo e os professores estão felizes com o resultado.






















Vamos falar de estilística?

De repente apresentam a você uma das obras de arte, de Tarsila do Amaral, sem a identificação e uma foto de um artísta (o cantor Falcão) sem mostrar o rosto.
Em seguida, perguntam:
- De quem é esse quadro?
- Como você tem certeza de sua resposta?
- Quem é a pessoa retratada na fotografia?
- Por que tem certeza que esta foto retrata essa pessoa?

As suas respostas poderão variar, porque depende muito do seu grau de conhecimento sobre os artistas apresentados. Por exemplo, se você já teve contato com as obras de Tarsila do Amaral, de imediato, identificará essa obra e afirmará que é dessa artista por causa das cores, das formas, do tema, etc. Como também, seguramente afirmará que a foto é do cantor Falcão, por causa da flor que ele usa no terno, dos anéis, a cor da roupa, ou seja, resumirá falando que é por causa do estilo de cada um.

Na verdade, as perguntas lançadas tem um objetivo específico: Fazer com que você reflita “o estilo” em vários momentos, na arte, na foto, no vestuário, na música, em textos escritos, falados, entre outros.

E foi utilizando essa dinâmica, que iniciamos a oficina com o TP5, cujo tema enfatizado era “Estilística”. Modéstia parte, excelente, pois os professores cursistas tiveram a oportunidade de refletir sobre:
“As várias concepções de teóricos sobre esse tema”.
“O que a estilística tem a ver com a gramática”.
“Como trabalhar/perceber a estilística na sala de aula”.

E em seguida, num momento de muita interação e descontração, os professores leram o texto “Cada um é cada um”, Folha de S. Paulo, “Esporte”, 30/07/2002, e se divertiram com “As várias versões da história de Chapeuzinho Vermelho”, apresentada em PowerPoint.
Sem perder o foco do trabalho, foram questionados se o uso de estilos é consciente? Eles expuseram que depende da situação, do suporte, do ambiente, em outras palavras, do indivíduo. E a partir dessa conclusão, foi apresentada uma página de relacionamento da internet, onde fizemos a leitura e análise.

A turma, ainda, aprofundou seus conhecimentos acerca da distinção entre dialeto e idioleto, enunciado e enunciação. Depois partiram para elaboração das oficinas que seriam aplicadas em sala e, posteriormente, relatadas no próximo encontro.

Ao término do trabalho, pude perceber que os professores cursistas:
1- compreenderam a noção de estilo no domínio da linguagem e o objetivo da Estilística;
2- reconheceram alguns recursos expressivos ligados ao som e à palavra;
3- relacionaram os discursos direto, indireto e indireto livre a alguns recursos expressivos da frase e da enunciação.
4 – compreenderam que o estilo é o resultado de uma escolha dos meios de expressão realizada pelo falante; nesse caso, é a expressão de uma experiência individual; e que ele liga-se às intenções do falante, ao efeito de sentido que ele quer produzir.

Resumindo, posso garantir que foi bastante produtiva e divertida a supracitada oficina.

sábado, 23 de maio de 2009

QUE SENSACIONAL!!!

Sensacional! Esta é a palavra que qualifica o desempenho dos professores de Língua Portuguesa durante a aplicação das oficinas nas escolas estaduais de Petrolina. Pelo que foi observado, nem mesmo todas as dificuldades encontradas pelos educadores foram capazes de tirar o brilho desses profissionais que estão em formação continuada.
Foi uma manhã maravilhosa, onde os relatos das experiências bem sucedidas ganharam destaques nas apresentações em PowerPoint com direito até a recital poético feito pela professora cursista Zulcimar , “uma quebra de paradigmas”, como a própria cursista tão bem colocou.
E para finalizar a manhã do dia 21 de maio, foram dadas orientações sobre a elaboração de um projeto pedagógico solicitado pelo programa Gestar II.
É importante ressaltar que o momento proporcionou uma maior interação entre os cursistas e a formadora, e até “rasgação de seda” de ambos.
Que bom saber que o objetivo está sendo alcançado, pois quando realizamos uma formação objetivamos incentivar a apropriação dos saberes pelos professores, rumo à autonomia, de forma a levá-los a uma prática crítico-reflexiva, abrangendo a vida cotidiana da escola e os saberes derivados da experiência docente; e é justamente isso que está ocorrendo.

PARABÉNS PELO SUCESSO!






Revelação com direito a assistente.
Zulcimar, a poetisa do Gestar, apresentou o seu trabalho todo em forma de poesia e ainda teve o auxílio de sua colega Alderiva.





Essas lindas professoras fazem parte de outra turma, no entanto escolheram a nossa para apresentar o seu trabalho, por sinal, excelente.

Andreia, gravando as oficinas apresentadas.


Professores atentos ao recital poético de Zulcimar .

Alderiva (ainda um pouco nervosa) apresentando o seu belíssimo trabalho.



Eliane, com direito ao auxílio de Silvana, no seu momento ilustre de apresentação.


Ana Célia, nos enche de orgulho diante de tanta dedicação.


Karla, auxiliada por Fabielena, expondo seu magnífico trabalho.

Lourdes, com muito prazer auxiliando Mabel na apresentação da oficina aplicada.



quarta-feira, 20 de maio de 2009

FORMAÇÃO EM GAIBU/PE

O professor formador Djalma, Vilani e eu ( à esquerda)
Vilani, eu e Diza, após a segunda oficina.

As primas de Marcuschi, tirando dúvidas com o professor Djalma.


O II encontro com os formadores do Gestar II aconteceu em Recife/PE, exatamente em Gaibu, só lamentamos a nossa querida formadora Isabel Cristina não estar presente nesse encontro. Pense o quanto sentimos a falta dela! Mas tudo bem, imprevistos acontecem, não é mesmo? No entanto, tive a oportunidade de perceber que o trabalho desenvolvido em Petrolina/PE, extrapolou as expectativas do grupo de formadores, visto que, as orientações dadas pelo professor que substituiu Isabel, o professor Djalma, já estão sendo bem trabalhadas, pois estamos realizando plantões pedagógicos, discussões teóricas sobre os temas abordados nos TPs e confrontando as concepções de alguns teóricos. Além, claro, das oficinas solicitadas no programa.
É interessante quando nos acostumamos com as pessoas, porque durante todo o tempo em que ele trabalhava os TPs, eu lembrava de Isabel feliz da vida ao ouvir que as primas de Marcuschi estão “arrochando o nó” e dando um show aqui na cidade.
Sai de Gaibu/PE com a certeza de que estamos desenvolvendo um trabalho riquíssimo na nossa região e que deveremos continuar nossos estudos, aperfeiçoando os nossos conhecimentos.