terça-feira, 12 de novembro de 2013

SÍNTESE DO TEXTO O QUE É EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, DE JOSÉ MANUEL MORAM

  Por Prazeres Lima

A educação a distância é o processo de ensino aprendizagem, no qual alunos e professores estão separados, física ou temporalmente e, por esta razão, é fundamental a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação.
A ênfase dada à expressão “Ensino a distância” é a de um professor que ensina a distância, porém é preferível utilizarmos a expressão “Educação a distância” por ser mais complexa, embora, nenhuma seja totalmente adequada. A partir desse comparativo, compreende-se melhor os tipos de educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual) e a distância (virtual).
Na modalidade a distância, ainda, podemos acrescentar “Outro conceito importante que é a educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática [...]”. E é através desse processo de formação, que percebemos a vivência dos gestores cursistas do Estado de Pernambuco, pois esses profissionais da área da educação estão participando de formações continuadas em serviço, através de curso semi-presencial oferecido pela Universidade Federal de Pernambuco, para que possam refletir sua nossa própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.
Para MORAN, quando falamos em educação a distância, é possível realizá-los em todos os níveis de ensino regular; porém, “É mais adequados para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa”.
Em anuência com sua afirmação, acredita-se que quando o sujeito tem maturidade para participar de curso à distância, consegue consolidar a aprendizagem com mais facilidade, principalmente, a partir dos cursos de graduação, pois um novo olhar sob a educação a distância ganha um novo sabor, o da ação-reflexão-ação e não apenas do entretenimento. Embora, saibamos que, essa modalidade é regulada por uma legislação específica e pode ser implantada tanto na educação básica (educação de jovens e adultos, educação profissional técnica de nível médio) quanto na educação superior.
Outro ponto pertinente do texto de MORAN, é que no Brasil, o modelo predominante de educação a distância é o ensino semi-presencial. No entanto, existem modelos exclusivos de instituições de educação a distância, ou seja, só oferecem programas nessa modalidade, como por exemplo: Open University da Inglaterra e a Universidade Nacional a Distância da Espanha.
Os avanços tecnológicos facilitam/facilitarão a aprendizagem, pois a educação a distância é “Uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo de forma presencial e virtual” e não um “Fast-Food” em que o aluno se serve de algo pronto. O Curso de Gestores proporciona esse equilíbrio, uma vez que, há a troca de experiências, as inferências dos resultados e os esclarecimentos de dúvidas, em tempo hábil, constantemente.
Portanto, faz-se necessário que as organizações de ensino não se limitem “a transpor para o virtual as adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada)” e nem tampouco, acreditem que o processo de mudança na educação a distância é uniforme e fácil, pois devido à desigualdade social e econômica; bem como, a motivação pessoal, entre tantas outras dificuldades, essa mudança ocorrerá paulatinamente. No entanto, é preciso possibilitar “a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a
sua utilização inovadora.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Calendário Escolar: organização do currículo


O calendário escolar é um elemento constitutivo da organização do currículo. Ele é considerado de suma importância, pois permite a todos (professores, alunos, pais e equipe gestora) uma melhor administração do tempo escolar. Além disso, essa organização deve levar em consideração a região e a realidade de cada instituição e do aluno.
O grande desafio é conciliá-lo, visto que, são especialistas e membros de outras áreas, os responsáveis por esta parte que fazem a organização desse tempo escolar; ficando assim, muito compartimentado. E o desafio começa no momento em que as escolas buscam conciliar a Agenda proposta pela SEE à sua realidade escolar, pois nem sempre temos a autonomia para fazermos as adaptações necessárias; dessa forma, infelizmente, algumas atividades deixam de ser executadas, interferindo nos resultados e na aprendizagem dos alunos.
Desse modo, concordo que é preciso que a Agenda seja encaixada tanto no planejamento elaborado pela escola como na organização da SEE (Secretaria Estadual de Educação) - supervisionada pela GRE (Gerência Regional de Educação).

Neuroeducação: campo jovem e interdisciplinar.


A ação de mudar é algo que exige do ser humano uma reflexão crítica sobre sua ideologia, cultura, valores e crenças. Por isso, quando falamos em mudanças no sistema de ensino, ressaltamos a importância de se pensar numa educação pautada num ensinar que crie possibilidades para construção e produção do conhecimento e não apenas para a transmissão de conhecimentos. Noutras palavras, os estudantes precisam ter a oportunidade de serem pensadores e não repetidores de informações. Porém, para que isto de fato ocorra, é necessário que primeiro, o gestor compreenda que ele tem o papel importante na orientação e gerenciamento da aprendizagem, ou seja, cabe ao gestor implantar um modelo de Neuroeducação com foco na Neuroaprendizagem. Segundo, é necessário que tanto o gestor quanto os demais profissionais da educação, compreendam que o sucesso na vida escolar, profissional e pessoal está interligado ao nosso entendimento sobre as bases do aprendizado; isto significa, que todos precisam entender como o cérebro forma conexões novas e forma as memórias. A Neurociência, possibilita essa compreensão, pois o desenvolvimento cognitivo é uma realidade científica comprovada por inúmeras pesquisas e é, através desse conhecimento que entendemos as várias formas de como o cérebro funciona, se desenvolve, se forma e como faz de nós o que somos.
A Neuroeducação é um campo ainda jovem e interdisciplinar que possui como fio condutor as três áreas estruturadoras: a Neurociência, a Psicologia e a Educação para criar melhores métodos de ensino e currículos.
Segundo as pesquisas, a Neuroeducação pode contribuir para a transformação de escolas eficazes, pois esse campo além de informar os educadores sobre as melhores estratégias de ensino e de aprendizagem, através do uso das descobertas sobre aprendizagem, memória, linguagem e outras áreas da Neurociência Cognitiva, a Neuroeducação busca fazer com que esses educadores compreendam quais e como os distúrbios e doenças nervosas e mentais podem afetar no aprendizado dos estudantes; bem como, colaborar com outros profissionais para ajudá-los a identificar problemas em sala de aula, de modo a enfrentá-los com novos métodos de educação especial para a inclusão social dos estudantes.
É importante ressaltar que, a eficiência das estratégias de aprendizagem estão relacionadas com as condições internas do aprendiz, isto é, refere-se à capacidade do indivíduo de conhecer a si mesmo, controlar suas emoções, administrar seus sentimentos, projetos; podendo assim, construir um modelo de si mesmo e utilizar esse modelo a favor de si na tomada de decisões; bem como, de sua ação e interação com os demais sujeitos e com os objetos pedagógicos.

domingo, 12 de agosto de 2012

Cultura de Paz e Combate à Violência: breve reflexão


A Cultura de paz envolve os valores que pretendem humanizar a humanidade, em que o SER prevalece sobre o TER, ou seja, é um conjunto de valores, tradições, comportamentos, atitudes e estilos de vida baseados: no respeito à vida e a diversidade, a rejeição a violência, o ouvir o outro para compreendê-lo, a preservação do planeta, a busca do equilíbrio nas relações de gêneros e étnicas, na redescoberta da solidariedade e no fortalecimento da democracia e os direitos humanos. Enquanto o Combate à violência é percebido como as formas de implantação de equipamentos de segurança como câmaras de vigilância, cerca elétricas, sensores e alarmes, entre outros recursos, além de contratação de porteiros ou vigilantes. Esses equipamentos funcionam até certo tempo, porém não resolvem nada. Agem na contenção. Em outros momentos, essas formas são ineficientes por causa do método utilizado. Normalmente usa-se a violência para combatê-la.   
É bem verdade que ao escutarmos a palavra VIOLÊNCIA, entendemos de imediato o seu significado, mesmo sem saber a definição exata do termo. Isso porque nós vivenciamos cenas de violência no dia a dia, em todos os lugares e meios: na rua, nos filmes, no trânsito, no trabalho, na família, na televisão e, que se multiplica a cada dia dentro da sala de aula. E essa violência que já afeta as escolas é um mal que para ser resolvido no âmbito escolar, ou pelo menos, minimizado, necessita do empenho de todos os envolvidos nesse processo. Porém manter relações mais afetuosas, ensinar baseado no carinho e na proximidade, requer novas práticas pedagógicas que exige muito dos educadores a dedicação, o conhecimento e a criatividade; visto que, a violência está em todo o lugar, não se limitando aos muros da escola.
Diante desta realidade, as equipes gestora e pedagógica da escola, na qual eu trabalho como educadora de apoio, elaboraram um conjunto de atividades que possibilitaram um trabalho para a Cultura de paz: leitura diária de textos reflexivos que enfatizavam os valores (o SER maior que o TER), durante quinze dias, onde os alunos além de discutirem com o professor sobre o assunto principal apresentado no texto, foram convidados a realizar atividades a partir das leituras feitas: produção textos poéticos, dramatizações de fábulas, produção de gibis gigantes, de slogan e danças. No início, alguns alunos recusaram-se a fazer as atividades por acreditar que eram “bobas”, “enrolação do professor”. Com o passar dos dias, já estavam habituados a esta rotina diária. Ao término do desenvolvimento dos trabalhos, reclamaram por não termos dado continuidade.
É importante ressaltar que, durante a execução das atividades, percebemos que houve melhoramento no comportamento e nas atitudes.
No que diz respeito ao Combate à violência, utilizamos alguns equipamentos e métodos: alarmes, registro de ocorrências dentro do âmbito escolar, solicitação do apoio da Patrulha Escolar e do Conselho Tutelar. Porém, não foram suficientes para minimizar a violência (embora sejam raros os casos de violência registrados na nossa instituição de ensino).
Práticas simples como as que foram citadas no 3º parágrafo, poderiam ser frequentes no cotidiano escolar, mas infelizmente, não é possível, pois somos obrigados a cumprir os parâmetros curriculares, que muitas vezes, nos impedem de colocar em práticas inúmeras ações que favorecem, de fato, uma cultura de paz e consequentemente, o combate à violência.