quinta-feira, 20 de agosto de 2009

NORDESTINO

Eita, danou-se!!!!
Viiiixe Maria!!!! Vôte!!!!
Rir dos outros é mangar.
Tudo que é bom é massa.
Tudo que é ruim é peba.
Cheio de não me toque é frescura, é pantim.
Se é pequeno é miúdo, é pixotinho
.Quem é franzino é xôxo.
O bobo se chama leso.
Quem tem pernas finas tem cambitos.
Mulher orgulhosa é paba.
O medroso é frouxo.
Homem é caba.
Nordestino não é homem, é macho.
Sem dinheiro é liso.
Se tem dinheiro tá folgado, é estribado.
Um nó folgado, está afolozado.
Desarrumado é malamanhado.
Briga pequena é arenga.
Mancha de pancada é roncha.
Catinga de suor é inhaca.
Mau cheiro nas axilas é suvaqueira.
Quem tem sorte é cagado.
Gente insistente é pegajosa.
Quem entra sem licença, emburaca.
Atitude de palhaço é munganga.
Criança manhosa tem calundu.
Com raiva tá injuriado, pegou ar.
Quando come enche o bucho.
Não quer comer, tá com fastie.
Se tem diarréia tem caganeira.
Quando é exagerado, é aloprado.
Ser esperto é ser desenrolado.
Vai sair, diz vou chegar.
Não dá volta, arrudeia.
Ir embora é pegar o beco.
Sair apressado é sair desembestado.
Esperar um minuto é esperar um pedacinho.
Acompanhar casal namorando é segurar vela.
Não percebe, ele dá fé.
Não pula, dá pinote.
Não conversa, ele resenha, joga conversa fora.
Não se dá mal, se lasca todinho.
Quando fica brabo, fica com a gota serena, com a febre do rato, com os cachorros da mulesta, roda a baiana.
Quando quebra algo, ele tora.
Quando se espanta, diz aff, Maria!
Quando se admira diz oxente!
Água com açúcar é garapa.
Botão de som é pitoco.
Estouro é pipôco.
Confusão é rolo, é fuá.
Apertar é arroxar.
Chicote se chama açoite.
Fofoca é fuxico.
O ancião é caduco.
A moça nova é boyzinha.
O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca, pirangueiro.
Quem não paga as contas é veaco.
Quem dá furo não cumpre o prometido.
Ser engraçado é ser gaiato.
Vigiar as coisas é pastorar.
Nordestina não fica grávida, fica embuxada, prenha, enxertada.
Nordestino não é mulherengo, é escroto, é raparigueiro, é arroxado.
É mesmo, e apôis!!!!



Fonte: texto veiculado na internet.
Autor: desconhecido

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

RI MELHOR QUEM RI NA ESCOLA

Piadas, charges, parlendas, causos estiveram presentes em mais uma das oficinas livres do Gestar. Foi uma manhã bem descontraída onde o riso contagiou a todos. Também, não era para menos estávamos na oficina “Ri melhor quem ri na escola”. Ao invés do bom dia em pps, preferi contar uma piada para a surpresa dos professores cursistas que quase não pararam de ri. Depois os questionei sobre o significado da palavra “humor”. E percebi que assim como muitos, eles “apenas” a associaram ao riso, a descontração, ou seja, a expressões que envolvem alegria. Então, aprofundamos a nossa discussão, com os conceitos apresentados por “Ziraldo e o humorista Bussunda”. “Sem deixar cair à peteca”, perguntei a turma “se há coerência no humor?”, recordando dessa forma, o tema abordado nas duas últimas oficinas: “Coerência e coesão textual” e, convictos de suas respostas disseram, em unanimidade, que “claro!”, justificando a resposta dada. Finalizamos esse ponto da discussão com a afirmação da professora e Drª Ormezinda Maria, se pensarmos a educação com desafio de olhar com outros olhos para essa tela e tentar descobrir interligações, interconexões e intercomunicações, veremos redes de sentidos e de significados.
Naquele momento, parecia que o riso tinha desaparecido, foi quando eu os apresentei uma imagem ambigua e os questionei sobre o que estavam vendo? E eles relataram cada coisa! Depois perceberam que vemos “aquilo que queremos ver”. E o riso novamente tomou conta da sala.
Com o riso dos professores contido, partimos para a analise dos onze fatores que segundo Marcuschi e Koch, fazem um texto ser coerente : conhecimento lingüístico, conhecimento de mundo, conhecimento partilhado, focalização, inferências, informatividade, intensionalidade, situacionalidade, aspectos pragmáticos, intertextualidade e relevância. Para cada fator apresentado, textos eram analisados e o riso ecoava pelos corredores da escola. E entre a apresentação de um slide e outro, era necessário pararmos, pois alguns dos educadores queriam contar uma piada.
Para finalizarmos a oficina, foram apresentadas três histórias para que o grupo selecionasse uma e organizasse uma seqüência didática, de acordo com as orientações que receberam sobre seqüência didática.
Os professores cursistas saíram da oficina motivados a realizar atividades que proporcionem, também, alegria e prazer aos seus alunos, utilizando textos humorísticos como suporte pedagógico.


“Trabalhar com humor e com amor, eis um caminho para pensar a educação e assim, abrir um espaço para recriar a escola.”
Prof. Dra. Ormezinda Maria Aya-Ribeiro