segunda-feira, 29 de maio de 2017

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Este vídeo foi produzido pelos estudantes do 1º Ano A da EREM Dom Malan, em Petrolina-PE, a partir de estudos sobre a Prevenção de Acidentes e Mortes no Trânsito.

A proposta foi lançada por mim, professora de Língua Portuguesa da turma, dentro do Projeto "Leitura e interpretação: muito além das letras e palavras".

terça-feira, 12 de novembro de 2013

SÍNTESE DO TEXTO O QUE É EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, DE JOSÉ MANUEL MORAM

  Por Prazeres Lima

A educação a distância é o processo de ensino aprendizagem, no qual alunos e professores estão separados, física ou temporalmente e, por esta razão, é fundamental a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação.
A ênfase dada à expressão “Ensino a distância” é a de um professor que ensina a distância, porém é preferível utilizarmos a expressão “Educação a distância” por ser mais complexa, embora, nenhuma seja totalmente adequada. A partir desse comparativo, compreende-se melhor os tipos de educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual) e a distância (virtual).
Na modalidade a distância, ainda, podemos acrescentar “Outro conceito importante que é a educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática [...]”. E é através desse processo de formação, que percebemos a vivência dos gestores cursistas do Estado de Pernambuco, pois esses profissionais da área da educação estão participando de formações continuadas em serviço, através de curso semi-presencial oferecido pela Universidade Federal de Pernambuco, para que possam refletir sua nossa própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.
Para MORAN, quando falamos em educação a distância, é possível realizá-los em todos os níveis de ensino regular; porém, “É mais adequados para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa”.
Em anuência com sua afirmação, acredita-se que quando o sujeito tem maturidade para participar de curso à distância, consegue consolidar a aprendizagem com mais facilidade, principalmente, a partir dos cursos de graduação, pois um novo olhar sob a educação a distância ganha um novo sabor, o da ação-reflexão-ação e não apenas do entretenimento. Embora, saibamos que, essa modalidade é regulada por uma legislação específica e pode ser implantada tanto na educação básica (educação de jovens e adultos, educação profissional técnica de nível médio) quanto na educação superior.
Outro ponto pertinente do texto de MORAN, é que no Brasil, o modelo predominante de educação a distância é o ensino semi-presencial. No entanto, existem modelos exclusivos de instituições de educação a distância, ou seja, só oferecem programas nessa modalidade, como por exemplo: Open University da Inglaterra e a Universidade Nacional a Distância da Espanha.
Os avanços tecnológicos facilitam/facilitarão a aprendizagem, pois a educação a distância é “Uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo de forma presencial e virtual” e não um “Fast-Food” em que o aluno se serve de algo pronto. O Curso de Gestores proporciona esse equilíbrio, uma vez que, há a troca de experiências, as inferências dos resultados e os esclarecimentos de dúvidas, em tempo hábil, constantemente.
Portanto, faz-se necessário que as organizações de ensino não se limitem “a transpor para o virtual as adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada)” e nem tampouco, acreditem que o processo de mudança na educação a distância é uniforme e fácil, pois devido à desigualdade social e econômica; bem como, a motivação pessoal, entre tantas outras dificuldades, essa mudança ocorrerá paulatinamente. No entanto, é preciso possibilitar “a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a
sua utilização inovadora.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Calendário Escolar: organização do currículo


O calendário escolar é um elemento constitutivo da organização do currículo. Ele é considerado de suma importância, pois permite a todos (professores, alunos, pais e equipe gestora) uma melhor administração do tempo escolar. Além disso, essa organização deve levar em consideração a região e a realidade de cada instituição e do aluno.
O grande desafio é conciliá-lo, visto que, são especialistas e membros de outras áreas, os responsáveis por esta parte que fazem a organização desse tempo escolar; ficando assim, muito compartimentado. E o desafio começa no momento em que as escolas buscam conciliar a Agenda proposta pela SEE à sua realidade escolar, pois nem sempre temos a autonomia para fazermos as adaptações necessárias; dessa forma, infelizmente, algumas atividades deixam de ser executadas, interferindo nos resultados e na aprendizagem dos alunos.
Desse modo, concordo que é preciso que a Agenda seja encaixada tanto no planejamento elaborado pela escola como na organização da SEE (Secretaria Estadual de Educação) - supervisionada pela GRE (Gerência Regional de Educação).

Neuroeducação: campo jovem e interdisciplinar.


A ação de mudar é algo que exige do ser humano uma reflexão crítica sobre sua ideologia, cultura, valores e crenças. Por isso, quando falamos em mudanças no sistema de ensino, ressaltamos a importância de se pensar numa educação pautada num ensinar que crie possibilidades para construção e produção do conhecimento e não apenas para a transmissão de conhecimentos. Noutras palavras, os estudantes precisam ter a oportunidade de serem pensadores e não repetidores de informações. Porém, para que isto de fato ocorra, é necessário que primeiro, o gestor compreenda que ele tem o papel importante na orientação e gerenciamento da aprendizagem, ou seja, cabe ao gestor implantar um modelo de Neuroeducação com foco na Neuroaprendizagem. Segundo, é necessário que tanto o gestor quanto os demais profissionais da educação, compreendam que o sucesso na vida escolar, profissional e pessoal está interligado ao nosso entendimento sobre as bases do aprendizado; isto significa, que todos precisam entender como o cérebro forma conexões novas e forma as memórias. A Neurociência, possibilita essa compreensão, pois o desenvolvimento cognitivo é uma realidade científica comprovada por inúmeras pesquisas e é, através desse conhecimento que entendemos as várias formas de como o cérebro funciona, se desenvolve, se forma e como faz de nós o que somos.
A Neuroeducação é um campo ainda jovem e interdisciplinar que possui como fio condutor as três áreas estruturadoras: a Neurociência, a Psicologia e a Educação para criar melhores métodos de ensino e currículos.
Segundo as pesquisas, a Neuroeducação pode contribuir para a transformação de escolas eficazes, pois esse campo além de informar os educadores sobre as melhores estratégias de ensino e de aprendizagem, através do uso das descobertas sobre aprendizagem, memória, linguagem e outras áreas da Neurociência Cognitiva, a Neuroeducação busca fazer com que esses educadores compreendam quais e como os distúrbios e doenças nervosas e mentais podem afetar no aprendizado dos estudantes; bem como, colaborar com outros profissionais para ajudá-los a identificar problemas em sala de aula, de modo a enfrentá-los com novos métodos de educação especial para a inclusão social dos estudantes.
É importante ressaltar que, a eficiência das estratégias de aprendizagem estão relacionadas com as condições internas do aprendiz, isto é, refere-se à capacidade do indivíduo de conhecer a si mesmo, controlar suas emoções, administrar seus sentimentos, projetos; podendo assim, construir um modelo de si mesmo e utilizar esse modelo a favor de si na tomada de decisões; bem como, de sua ação e interação com os demais sujeitos e com os objetos pedagógicos.

domingo, 12 de agosto de 2012

Cultura de Paz e Combate à Violência: breve reflexão


A Cultura de paz envolve os valores que pretendem humanizar a humanidade, em que o SER prevalece sobre o TER, ou seja, é um conjunto de valores, tradições, comportamentos, atitudes e estilos de vida baseados: no respeito à vida e a diversidade, a rejeição a violência, o ouvir o outro para compreendê-lo, a preservação do planeta, a busca do equilíbrio nas relações de gêneros e étnicas, na redescoberta da solidariedade e no fortalecimento da democracia e os direitos humanos. Enquanto o Combate à violência é percebido como as formas de implantação de equipamentos de segurança como câmaras de vigilância, cerca elétricas, sensores e alarmes, entre outros recursos, além de contratação de porteiros ou vigilantes. Esses equipamentos funcionam até certo tempo, porém não resolvem nada. Agem na contenção. Em outros momentos, essas formas são ineficientes por causa do método utilizado. Normalmente usa-se a violência para combatê-la.   
É bem verdade que ao escutarmos a palavra VIOLÊNCIA, entendemos de imediato o seu significado, mesmo sem saber a definição exata do termo. Isso porque nós vivenciamos cenas de violência no dia a dia, em todos os lugares e meios: na rua, nos filmes, no trânsito, no trabalho, na família, na televisão e, que se multiplica a cada dia dentro da sala de aula. E essa violência que já afeta as escolas é um mal que para ser resolvido no âmbito escolar, ou pelo menos, minimizado, necessita do empenho de todos os envolvidos nesse processo. Porém manter relações mais afetuosas, ensinar baseado no carinho e na proximidade, requer novas práticas pedagógicas que exige muito dos educadores a dedicação, o conhecimento e a criatividade; visto que, a violência está em todo o lugar, não se limitando aos muros da escola.
Diante desta realidade, as equipes gestora e pedagógica da escola, na qual eu trabalho como educadora de apoio, elaboraram um conjunto de atividades que possibilitaram um trabalho para a Cultura de paz: leitura diária de textos reflexivos que enfatizavam os valores (o SER maior que o TER), durante quinze dias, onde os alunos além de discutirem com o professor sobre o assunto principal apresentado no texto, foram convidados a realizar atividades a partir das leituras feitas: produção textos poéticos, dramatizações de fábulas, produção de gibis gigantes, de slogan e danças. No início, alguns alunos recusaram-se a fazer as atividades por acreditar que eram “bobas”, “enrolação do professor”. Com o passar dos dias, já estavam habituados a esta rotina diária. Ao término do desenvolvimento dos trabalhos, reclamaram por não termos dado continuidade.
É importante ressaltar que, durante a execução das atividades, percebemos que houve melhoramento no comportamento e nas atitudes.
No que diz respeito ao Combate à violência, utilizamos alguns equipamentos e métodos: alarmes, registro de ocorrências dentro do âmbito escolar, solicitação do apoio da Patrulha Escolar e do Conselho Tutelar. Porém, não foram suficientes para minimizar a violência (embora sejam raros os casos de violência registrados na nossa instituição de ensino).
Práticas simples como as que foram citadas no 3º parágrafo, poderiam ser frequentes no cotidiano escolar, mas infelizmente, não é possível, pois somos obrigados a cumprir os parâmetros curriculares, que muitas vezes, nos impedem de colocar em práticas inúmeras ações que favorecem, de fato, uma cultura de paz e consequentemente, o combate à violência.

Gestão Escolar e Conselho Tutelar: Art. 54, do ECA

     Quando refletimos sobre o cumprimento das leis, podemos perceber que estas nem sempre são fáceis de serem cumpridas. Nesse caso específico, do art.56, do ECA, o gestor escolar se depara com ações simples de serem colocadas em prática, porém que requerem muita cautela no seu cumprimento, principalmente no inciso I, do art., que se refere a questão dos maus- tratos envolvendo os alunos; visto que, ao ser percebido tal situação dentro do âmbito escolar cabe ao gestor denunciar ao Conselho Tutelar para evitar a conivência com os que praticam/praticaram. Essa atitude possibilita à criança e ao adolescente as alterações no seu comportamento, no seu humor e na sua capacidade de aprendizagem, pois os que sofrem maus -tratos, na maioria das vezes, reproduzem a agressividade na escola e, consequentemente, apresentam dificuldades na aprendizagem; por esta razão, é importante que o gestor compreenda que, quando se faz a denuncia, ele não estará interferindo na vida familiar, mas sim, compreendendo a escola como um espaço institucional de construção do conhecimento, formação humana e proteção social às crianças e aos adolescentes, reestabelecendo, também, a harmonia dentro desse espaço educacional.
    Com relação aos incisos II e III, deste art., quando já esgotados todos os recursos escolares, faz-se necessário informar ao Conselho Tutelar o que está acontecendo; já que, tudo que competia à escola não houve êxito, então que o Conselho seja acionado, para que pelo menos possam ser amenizados os índices de evasão escolar, repetências e faltas desnecessárias. O grande problema que vejo diante dessas situações descritas anteriormente é que, em alguns momentos nos sentimos, enquanto escola, sozinhos, pois devido à demanda de casos existentes, nem sempre o Conselho Tutelar pode atender em tempo hábil as solicitações da(s) escola(s) e como não podemos ficar de braços cruzados, esperando a situação melhorar enquanto ela piora, cabe à escola possibilitar o acompanhamento e o monitoramento da frequência dos alunos e dos motivos de sua ausência e sensibilizar a família de que “A escola e a família são fundamentais na educação e devem caminhar lado a lado, pois desenvolvem papéis que são perfeitamente comuns: a educação, a ética, a moral, a formação da cidadania.”

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Aluno é transitório. Filho é para sempre.

Quando falamos sobre atitudes/comportamento no âmbito escolar é comum ouvirmos, infelizmente, alguns pais nos dizerem "Eu não sei mais o que fazer! Vou abrir mão dele(a)". Nossa, nós educadores, lamentamos tanto essa situação, pois como pode alguém gerar durante meses um ser e depois abandoná-lo, literalmente, atribuindo aos outros a responsabilidade de formação de um ser com valores significativos? É preciso que os responsáveis saibam que "A educação de valores é papel dos pais e não, somente, da escola. A escola é a continuidade desse trabalho e não a ÚNICA responsável por ele."      Pense Nisso!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Trânsito: (re) educar é preciso!

O projeto Trânsito: (re) educar é preciso! Foi vivenciado nos meses de outubro e novembro/2011, na Escola Padre Luiz Cassiano, localizada no bairro Loteamento Recife, Petrolina/PE.

Com o objetivo de desenvolver junto aos alunos da Escola a construção do conhecimento acerca do trânsito, voltado para uma formação ética e cidadã, buscando identificar os principais meios da vivência de um trânsito mais humano, diversas atividades educativas foram desenvolvidas, entre elas: palestras, blitz, passeio ciclístico, passeata com panfletagem, produção de paródia musical e a culminância aconteceu no dia 05/11, na própria instituição escolar com exposição dos trabalhos desenvolvidos durante os estudos, nas salas temáticas distribuídas por série/ano, com a coordenação de professores.

O projeto foi coordenado pela educadora de apoio Prazeres Lima e pela professora de informática Macileide Ferreira. Para maiores informações entre em contato pelo email: eplc2006@yahoo.com.

Confira algumas evidências da culminância desse projeto.











quarta-feira, 7 de setembro de 2011

RESENHA DO TEXTO "Recursos e Multimeios na escola: uma breve reflexão"

Por: Prazeres Lima
PACHECO, Clécia Simone Gonçalves Rosa. Recursos e Multimeios na escola: uma breve reflexão. In: http://www.webartigos.com/articles. Acesso em 10/08/2011.

RESUMO DO TEXTO

O texto “Recursos e Multimeios na escola: uma breve reflexão” foi escrito pela Drª em Educação - UCSF/Argentina; Msc. em Educação - UI - Lisboa/Portugal; Profª/Pesquisadora do Inst. Federal de Educação Ciências e Tecnologia do Sertão Pernambucano- IF, Clécia Simone Gonçalves Rosa Pacheco.

Escrito numa linguagem simples, o texto apresenta a importância dos recursos de multimeios para a aprendizagem dos alunos. No entanto, para que seja compreendida essa importância, a autora faz uma abordagem sobre a questão da Tecnologia excludente tão evidenciada nas escolas da rede pública e privada, permitindo ao leitor a análise de algumas situações que tem possibilitado em Educação e Tecnologia, esse caráter excludente, entre elas: a falta de investimento nos recursos multimeios; a ausência de incentivo governamental; a falta de condições financeiras para adquirir esses recursos, devido à inadimplência (nesse caso, as escolas privadas).

INTRODUÇÃO

Numa visão ampla, porém sucinta, Clécia inicia seu texto fazendo um breve comparativo entre a realidade educacional das escolas brasileiras e a de outras de países latino-americanos. A partir desse comparativo, ressalta a questão da Tecnologia Excludente vivenciada por grande parte das escolas da rede pública e privada, localizadas em lugares distantes dos grandes centros do país: interiores de alguns estados, favelas, entre outros.

Para autora, quando falamos sobre a importância dos recursos de multimeios para o aprendizado do aluno, devemos ter em mente vários fatores que, ainda, interferem nesse aprendizado, ou seja, a falta de incentivo e investimentos governamental, pois “no mundo globalizado que vivemos, encontramos escolas sem a menor possibilidade de oferecer aos seus alunos, um dia-a-dia educacional digno, por não ter os recursos que gostariam de ter, como exemplo, uma TV, um vídeo, um radio (som), computadores com acesso a internet, etc.”; e outro fator é a maneira como os professores devem utilizar a mídia, isto é, estes profissionais de ensino devem deixar claro para seus alunos “o porquê” do uso dessa.

Nos parágrafos posteriores, Clécia Simone aprofunda a temática instigando o leitor a perceber que, nós estamos/somos conscientes da superabundância da tecnologia existente, porém em Educação e Tecnologia, ainda, a tecnologia é excludente. Essa afirmação, fundamentada no discurso de Gilson Fais, propõe que para reverter esse quadro é necessário uma política governamental inclusiva que sancione, de fato, a vivencia das dificuldades apresentadas pelas instituições escolares; visto que, alunos das escolas que possuem recursos multimeios, se destacam mais do que os alunos das que não possuem. No entanto, para que haja, Tecnologia Inclusiva é fundamental que o governo responsável libere recursos suficientes e que dê continuidade aos investimentos tecnológicos, para as escolas públicas; facilite o financiamento para aquisição dos recursos multimeios, para as escolas particulares.

No que se refere à metodologia aplicada pelo professor, a autora destaca que este deve ter objetivos metodológicos bem definidos ao utilizar os multimeios, pois o uso adequado desses facilitará o aprendizado dos alunos. Dessa forma, conclui seu texto evidenciando a importância dos recursos multimeios para comunidade escolar; uma vez que, é fundamental o professor saber selecionar e utilizar a mídia, para mostrar a importância dos fatos e acontecimentos aos educandos, despertando nestes a participação e criticidade.

OPINIÃO SOBRE O TEXTO LIDO

O texto “Recursos e Multimeios na escola: uma breve reflexão”, é um excelente suporte pedagógico para graduandos, professores e coordenadores/gestores, pois além de apresentar o significado de Tecnologia Exclusiva, sugere quais pontos revertem essa exclusão; também, por trazer reflexões sobre o papel fundamental do professor em ajudar os alunos a buscar conhecimentos, a partir da informação tecnológica.

É sabido que, educação e comunicação sempre estiveram presentes nas reflexões pedagógicas. Em geral, quando nos referimos ao uso de recursos multimeios em práticas pedagógicas, nos reportamos diretamente às mais novas oportunidades tecnológicas de informação e comunicação, isto é, a internet e todos os seus desdobramentos e inovações, aos programas televisivos, filmes, vídeos, rádio, jornais, entre tantas outras formas midiáticas impressas. Porém, os meios de comunicação devem transcender a simples concepção de recursos didáticos e passar a ser entendidos como conjunto das mediações culturais que caracterizam o ensino, por serem portadores de ideias, emoções, atitudes e habilidades. O que representa na essência: objetivos, conteúdos e métodos de ensino. Para isso, é necessário que o educador esteja atento as diversas possibilidades não se limitando as propostas apresentadas nos livros didáticos e/ou a conteúdos estabelecidos nos Programas. O que não significa que devemos jogar fora os livros e/ou abandonar o Programa de conteúdos, previamente, estabelecido. Eles são úteis e podem continuar em uso, mas precisam de uma complementação.

De acordo com Gomes, a todo instante e em todos os aspectos, o ensino sofre modificações. E sendo desta maneira o profissional de hoje deve adaptar-se a essa nova realidade. Isso significa que o professor se empenhe para que sua disciplina se torne mais atualizada preparando o aluno para o que está por vir, pois hoje com toda a evolução da internet, os meios de pesquisa se tornaram mais amplos com fontes nacionais e internacionais.

Sob essa ótica, Clécia enfatiza que, depende dos educadores o despertar de um espírito crítico/construtivo dos alunos, pois os alunos sim, serão futuros cidadãos do amanhã, conscientes ou não.

Assim, a utilização adequada dos recursos de multimeios na metodologia aplicada pelo professor é o caminho para transformar o espaço escolar em um espaço aberto à construção de aprendizagem significativa para todos que dele participam.

REFERÊNCIAS

GOMES, Ana Carolina Lins da Silva.O uso da tecnologia no processo de educação. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles. Acesso em: 29/08/2011.

PACHECO, Clécia Simone Gonçalves Rosa. Recursos e Multimeios na escola: uma breve reflexão. In: http://www.webartigos.com/articles. Acesso em 10/08/2011.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

RECURSOS E MULTIMEIOS NA ESCOLA: UMA BREVE REFLEXÃO

Por: Clecia Simone G. Rosa Pacheco
Drª em Educação - UCSF/Argentina; MSc. em Educação - UI-Lisboa/Portugal
Profª/Pesquisadora do Inst. Federal de Educ. Ciênc. e Tecnol. do Sertão Pernambucano- IF


Sabemos que a realidade escolar brasileira não é das melhores se compararmos à realidade de outros países latino-americanos e, principalmente, se tentarmos comparar à educação em países desenvolvidos.

As escolas sejam elas da rede publica ou privada, vivenciam dificuldades, que poderiam superar se houvesse, por parte do governo, uma política inclusiva, em relação aos recursos necessários a uma escola.

Ainda, no mundo globalizado que vivemos, encontramos escolas sem a menor possibilidade de oferecer aos seus alunos, um dia-a-dia educacional digno, por não ter os recursos que gostariam de ter, como exemplo, uma TV, um vídeo, um radio (som), computadores com acesso a internet, etc..

Mas o que faz com que algumas escolas em varias partes do Brasil, ainda vivenciam essa situação? Esse é um, dos vários questionamentos que fazemos. São vários os caminhos que nos levam as possíveis respostas.

Sabemos que, em se tratando de escolas publicas, a defasagem perpetua-se por não ter recursos suficientes do governo responsável, para investir nestes recursos multimeios. Existem escolas que têm o computador, porém, não é utilizado, pois, o acesso a internet, isto é, os custos, vão onerar os recursos parcos da escola.

Nas escolas particulares, muitas delas, ainda no inicio da sua carreira, convivem desde já, com a questão da inadimplência, e acaba por não ter condições financeiras suficientes para adquirir esses recursos. Se essas escolas tivessem um incentivo junto ao governo, por exemplo, um financiamento para a aquisição de computadores, de TVs, vídeo, etc., com certeza melhoraria muito o índice e a qualidade de educação.

Segundo, Gilson Fais, em Educação e Tecnologia, a tecnologia é excludente. Mas, quando é que a educação tecnológica demonstra esse caráter excludente?

Obviamente, nós brasileiros, não temos todas as escolas decadentes, isto é, 100%, mas, uma grande maioria que se localizam nos lugares distantes dos grandes centros do país, nas favelas, nos interiores de alguns estados, etc.

Porém, por não ser todas as escolas decadentes de multimeios, naturalmente há a desvantagem dos alunos das escolas sem recursos multimeios, pois aquelas escolas que possuem e utilizam os multimeios, os seus alunos se sobressaem, são mais inteirados com as noticias atuais, são mais informados, trocam informações com outras pessoas, etc..

Dessa forma, fica comprovado que a tecnologia é excludente, e aquelas que têm acesso a ela, conseguem melhor se destacar, pelo fato, desta facilitar a visualização de textos, fatos, notícias, interações, diversão, jogos educativos, entre tantas outras vantagens.

Temos convicção que nem todos os programas que encontramos no computador é essencial para ser usado; temos sites educativos que são valiosos, porem, a seleção de material dependerá de metodologia do professor. É por conta disso que o professor precisa estar atento para o uso dos multimeios (saber selecionar o filme, a musica, a informação), contextualizando, para que no final possa servir de aprendizado para o aluno, e para que o mesmo saiba fazer a relação dos fatos locais e globais.

O aluno também precisa ter consciência do “porque”que levou o seu professor a utilizar determinado filme, ou musica, ou poesia, ou texto informativo, entre outros, para que ele sinta a relevância de fazer tal atividade, não esquecendo que, quanto mais dinâmica for a atividade, maior será o empenho do aluno em resolve-la.

Sendo assim, fica evidente a importância dos recursos de multimeios para a comunidade escolar, visto que, através do seu uso, facilitará o aprendizado dos alunos, instigará o aluno a refletir temas transversais, que são discutidos e podem ser visualizados por meio do filmes e, poderá incentivar os alunos a buscarem abrir uma discussão sobre as possíveis soluções de alguns problemas vivenciados em nossa sociedade, como doenças, drogas, questões ambientais, etc..

Portanto, é fundamental saber selecionar e utilizar os recursos de multimeios, para mostrar a importância dos fatos e acontecimentos aos nossos alunos, despertando neles um espírito critico/construtivo, porque eles sim, serão os futuros cidadãos do amanha, conscientes ou não, só depende de nós...EDUCADORES.





Referencias Bibliográficas

BARBOSA, Luara Monte Serrat. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais. Temas Transversais: uma interpretação e sugestão para a prática. Curitiba: Bela Escola, 2002.

FAIS, Gilson. Educação e Tecnológica: o mito da inclusão digital. In: http://www.meritu.com.br/news/php. Acesso em 27/07/2004.



RESENHA DO TEXTO: PROJETOS NA ESCOLA E ALGUNS DOS SEUS DILEMAS QUE ELES ENVOLVEM

Por: Maria dos Prazeres F. L. de Macedo

Graduada em Letras - Português/ Inglês e pós-graduada em Língua Portuguesa, pela FFPP/PE;
certificada no curso de extensão Gestão da Aprendizagem Escolar II - Língua Portuguesa, pela UNB/DF; concluindo Pós - graduação em Gestão Escolar, pela Faculdade INTA/PI.



RESENHA DO TEXTO
NOVAIS, Vera Lúcia. Projetos na escola e alguns dilemas que eles envolvem. São Paulo, PUC-SP, 2004.

RESUMO DO TEXTO
O texto “Projetos na escola e alguns dilemas que eles envolvem”, foi produzido para o Curso Gestão Escolar e Tecnologias, pela mestra e doutoranda em Educação e Currículo – PUC-SP; Bacharel e Licenciada em Química – USP. Autora; Consultora em Educação, Vera Lúcia Duarte de Novais.
Escrito em quinze páginas, o texto foi dividido em quatro subtemas: a) O que há por trás da ideia de projeto; b) A implementação de projetos na escola; c) A intenção e engajamento transformam um projeto pouco pretensioso em alavancar para a inovação; d) A escola, seus projetos e a importante transformação do chefe maestro que organiza e afina a orquestra.
Esses subtemas nos remetem a um olhar amplo sobre a importância da elaboração e execução de projetos escolares, onde o papel do coordenador/líder é fundamental na mediação das etapas vivenciadas pelo grupo.

INTRODUÇÃO
A princípio, embora a etimologia da palavra “projeto”, apresentado pelo/no texto, possua vários significados que podem ser empregados em variadas situações e diferentes contextos, a ênfase dada é a ideia mais comum, que é o sentido de desejo, intenção, de referência a alguma coisa almejada dentro de uma instituição escolar. Para autora, quando falamos de projetos no contexto escolar, devemos iniciar por considerações filosóficas, visto que, “tudo isso é mais complexo, pois passa pela necessidade de articular desejos e interesses de natureza individual com os de natureza coletiva (...) e interesses de outros grupos da sociedade em que se inserem”.
Nos parágrafos seguintes, Vera Lúcia aprofunda a temática instigando o leitor a perceber que professores e coordenador e/ou gestor devem investir em projetos educativos que, de fato, promovam a reflexão – ação – reflexão e, não apenas, fiquem na reflexão e análise de suas inquietações. Propõe, ainda, a implementação de projetos pedagógicos com etapas de trabalho bem definidas, que envolva o coletivo e que tenha a frente da coordenação um líder/coordenador disposto a conduzir de forma harmônica as possíveis situações (positivas e negativas) que surgirão no processo da execução do projeto.
A discussão sobre projetos não é nova e, a proposta de se trabalhar com eles é justamente a de proporcionar um ambiente favorável ao saber. E como profissionais da educação, quando pensamos numa sala de aula, buscamos logo as soluções que sejam mais interessantes e viáveis para que os alunos tenham interesse e participação quanto aos conteúdos abordados.
É importante que o professor promova espaços para pesquisas, discussões em grupo, montagem de painéis referente aos temas, maquetes, enfim, tudo aquilo que se tornar centro de interesse dos alunos, podendo aprofundar o estudo e o conhecimento a cada dia. Para isso, faz-se necessário a implementação de projetos educacionais com etapas estabelecidas no coletivo, como propõe Vera Lúcia, entre elas: a seleção da questão que se quer enfrentar ou solucionar; a relação e sequenciação das atividades a serem desenvolvidas com objetivos propostos; o detalhamento de vários aspectos envolvidos nas atividades; o estabelecimento de um cronograma situando as atividades ao longo do projeto e, também, os registros de cada etapa e a avaliação durante todo o processo.
Um grupo ativo, motivado e envolvido produz muito mais do que os acostumados à passividade. Esse é outro fator importante chamado de engajamento de grupo. Quando a autora aborda esse ponto, menciona o coordenador e/ou gestor como mobilizador (es) de ações em torno de novas questões, de incentivações no âmbito escolar diante de novas conquistas e de discordâncias, inevitáveis ao longo do processo. É fundamental que o coordenador/gestor lidere um percurso diferenciado, isto é, não ouça, apenas, a queixa de seus professores, mas também proponha ao grupo que comece a elaborar um projeto para reverter o quadro insatisfatório apresentado.
Diante do exposto, percebe-se que as mudanças na conjuntura mundial, com a globalização da economia e a informatização dos meios de comunicação, têm trazido uma série de reflexões sobre o papel da escola dentro do novo modelo de sociedade, desenhado nesse final de século.
Uma escola mais eficaz requer avaliação constante de resultados obtidos, o estabelecimento de critérios, de ajustes, feitos em sucessivas etapas, o que implica em negociação entre seus membros. No entanto, o papel daquele que lidera um projeto educativo é afastar-se do velho modelo burocrático de chefe, semeando um clima de confiança, aguçando seus sentidos, sua intuição e sua sensibilidade. Ele deverá liderar como um maestro, que segundo Vera Lúcia, “(...) vai além de conseguir que cada membro da orquestra dê o melhor de si, seja capaz de fazer com que todos atuem sinergicamente.”

OPINIÃO SOBRE O TEXTO LIDO
O texto “Projetos na escola e alguns dilemas que eles envolvem”, é um excelente suporte pedagógico para professores e coordenadores/gestores, de escolas públicas e particulares, que sentem a necessidade urgente de re-significar o espaço escolar, de modo que ele possa, efetivamente, estar voltado para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, cidadãos atuantes e participativos, transformando-o em um espaço vivo de interações, aberto ao real e às múltiplas dimensões.
Em todo esse processo, as convicções iniciais vão sendo superadas e outras mais complexas vão sendo construídas. As novas aprendizagens passam a fazer parte dos esquemas de conhecimento dos alunos e vão servir de conhecimento prévio para outras situações de aprendizagem.
Nessa perspectiva, abordada por Vera Lúcia, no âmbito educacional, o conceito de gestão vai além da gestão administrativa. Está associado ao fortalecimento da democratização da escola, pois procura estimular a participação de diferentes pessoas, articulando aspectos financeiros, pedagógicos e administrativos, um paradigma que estabelece uma orientação transformadora na busca da promoção de uma educação de qualidade.
Sob essa ótica, o líder escolar tem características e exigências próprias. Abrange o exercício do poder, incluindo tomadas de decisões, planejamento e a avaliação dos resultados alcançados.
O líder deve estar atento aos aspectos pedagógicos, aos problemas de aprendizado para ajudar o professor a encontrar as melhores estratégias de ensino.
Assim, o projeto educacional é o caminho para transformar o espaço escolar em um espaço aberto à construção de aprendizagem significativa para todos que dele participam.

VOLTANDO A POSTAR MEUS TEXTOS


Hoje, sobrou-me um tempo para (re)visitar o meu blog e para minha surpresa ele já foi visitado por mais de mil pessoas. Não consigo descrever aos leitores a felicidade ao ver o número de acessos, o quantitativo de amigos blogueiros que estão me seguindo e, principalmente, os comentários deixados por pessoas que tem um olhar amplo na área educacional.Para alguns, o quantitativo é insignificante, mas para mim, representa muito, pois a príncipio essa página foi construída atendendo a solicitação de minha adorada mestre Isabel Cristina, a quem carinhosamente, chamo de Bel ou Belzinha.
Recordei ao entrar na página de uma situação bastante engraçada e gostaria de compartilhar com vocês. No início,como já comentei, fiz o blog porque precisava ser avaliada por Bel, mas foi um trabalho danado! (risos)Passei horas tentando postar um dos meus relatórios. Na verdade tentei cinco vezes, como não obtive sucesso, desisti para que no dia seguinte tirasse as dúvidas com a Bel. Percebendo que eu não era a única que estava com dúvidas, Bel foi explicar na turma o passo a passo de postagens e decidiu pegar como exemplo o meu blog em construção. Quando ela abriu a página, falou com muito entusiasmo e com um sorriso lindo: "Olha só Prazeres, cinco pessoas já acessaram seu blog. Que coisa boa!" Dei um sorriso sem graça, pois o que ela não sabia era que essas cinco pessoas era só uma... eu, que passei horas tentando postar.
Essa história hoje serve de piada entre o grupo de amigos. E é muito bom relembrá-la. Sorrir e ter a certeza que hoje, meus relatórios, textos e tudo que foi/será postado foi/será apreciado por alguém, tão importante para mim quanto você que acabou de ler e perceber na prática o porquê da temática do meu blog ser "Escrever é como brincar com as palavras."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

EPISTEMOLOGIA CONVERGENTE MÉTODO QUE CONDUZ A APRENDIZAGEM*

                                                                                                                              Jocilene Ferreira Lima**



RESUMO

Este artigo, de caráter bibliográfico, apresenta nos estudos da Epistemologia Convergente, elencados por Jorge Visca (1935-2000), que a aprendizagem do ser humano dar-se desde o seu nascimento e esta é ininterrupta e que, a teoria criada por esse psicopedagogo argentino fundamenta - se na assimilação recíproca das contribuições das escolas piagetianas, psicoanalíticas e da psicologia social. A análise busca apresentar não só compreender o porquê de o sujeito não aprender alguma coisa, mas o quê ele pode aprender e como.. Em linhas gerais, o artigo fornece uma visão critica/reflexiva não somente da ideia do próprio autor como de autores influenciados por Jorge Visca. E fornece subsídios para o trabalho construtivo onde visa resgatar a identidade profissional.

Palavras - chave:  Epistemologia Convergente, aprendizagem e



INTRODUÇÃO

A Epistemologia convergente é uma linha teórica, criada pelo psicopedagogo argentino Jorge Visca (1935-2000), que propõe um trabalho clínico utilizando-se da confluência das três linhas: A Psicogenética (Piaget), a Psicanálise (Freud) e a Psicologia social (Enrique Pichon Riviere) onde, apresenta uma dimensão clássica de clínica, propondo diagnóstico, tratamento corretor e prevenção.

Para Visca (1987), a aprendizagem depende de uma estrutura onde envolva o cognitivo/afetivo/social, nas quais estas sejam indissociavelmente ligadas a alguns aspectos desses três elementos. Sendo assim, a inteligência vai se construindo a partir da interação do sujeito e as circunstâncias do meio social.

social (Enrique Pichon Riviere), onde apresenta uma dimensão clássica de clínica, propondo diagnóstico, tratamento corretor e prevenção.

A partir dessas três linhas, estuda-se a aprendizagem e seus problemas onde se caracteriza por ser uma visão incorporada do conhecimento.

Mas o que é a aprendizagem? De que forma acontece?

Podemos mencionar que, existe um número bastante grande de teorias da aprendizagem. Teorias estas que parte da idéia de que os indivíduos têm diferentes formas de perceber e de processar a informação o que implica nos processos de aprendizagem. Para Dubois(1994) a aprendizagem é uma ação continuada da qual se criam novas representações que podem ser reveladas , no sentido em que idéias já prontas podem ser propostas aos sistemas inteligentes , que as incorporam.

Na visão de Visca (1987), a aprendizagem depende de uma estrutura onde envolve o cognitivo/afetivo/social, nas quais estas são inseparavelmente ligadas a alguns aspectos desses três elementos. Dessa forma, a inteligência iria se construindo a partir da ação mútua do sujeito e as particularidades do meio social.

No seu ponto de vista bastante clínico,e aludindo-se muito a Piaget, Freud, Pichon e suas Epistemologias, Visca é capaz de mostrar que a aprendizagem é vital na edificação das idéias. Que para aprender a pensar socialmente é indispensável à orientação do condutor e o contato do aprendiz com outros de si.

AS TRÊS TEORIAS CONDUTORAS DA EPISTEMOLOGIA CONVERGENTE

Teoria Psicogenética

De acordo com a teoria psicogenética (Piaget¹), a idéia de aprendizagem é construída nas estruturas cognitivas onde esta é como um mapa mental interno no qual os conceitos são construídos pelo individuo para compreender e responder às experiências que decorrem dentro do seu meio envolvente.

Piaget dividiu o desenvolvimento humano em quatro estágios que são vividas de acordo com cada sujeito:

1. Estágio da inteligência sensória motora (até os dois anos) – A criança busca adquirir controle motor e aprender sobre os objetos físicos que as rodeia.

2. Estágio da inteligência simbólica ou pré-operatória (de 2 a 8 anos) – A criança busca habilidades verbal.

3. Estágio da inteligência operatória concreta (de 7-8 a 11-12 anos) – A criança lida com conceitos abstratos,números e relacionamentos.

4. Estágio da inteligência operatória formal (12 anos a 14-15 anos) – A criança começa a raciocinar lógica e sistematicamente.

Reportando-se a Piaget, Visca (apud Pinel e Colodete 2004), compreende que o desenvolvimento humano dividiu-se em quatro níveis:

* Primeiro nível – corresponde à inteligência sensório-motora. Nesse nível a criança constrói um conjunto de “esquemas de ação” que lhe permite compreender a realidade e a forma como esta funciona.

* Segundo nível – inteligência pré-operatória. A criança é competente ao nível do pensamento representativo, mas precisa de operações mentais que ordene e organize os seus pensamentos.

* Terceiro nível – inteligência operatória concreta. As experiências físicas e concretas se acumulam e a criança começa a estruturar lógicas para explicar as experiências sem abstração.

* Quarto nível- inteligência formal ou hipotética dedutiva, a criança atinge o raciocínio abstrato, conceptual levantando hipóteses sendo capaz de pensar cientificamente.

Assim, através do estudo minucioso de Piaget são aplicados diagnósticos, provas operatórias, exames clínicos que verifica o nível de aprendizagem em que o sujeito se encontra, pois como afirma Visca (1991), ninguém pode tornar-se capaz de aprender algo acima do nível de estrutura perceptiva que demonstra.

O desenvolvimento cognitivo, não se respalda apenas no aspecto psicogenético. Na Epistemologia Convergente, os elementos afetivos e sociais também possuem uma grande importância no desenvolvimento/aprendizagem do ser humano.



Teoria Psicanalítica

Na visão teórica psicanalítica Freud² (1856-1939), dois sujeitos podem ter o mesmo nível cognitivo e distinto em relação a um objeto, mas aprenderão de forma diferente, pois a personalidade é inigualável. Conhecer o ser humano, o modo como este se conhece, seu objeto de desejo, impulsos e valores, dá um significado maior ao vínculo e a relação com o individuo.

Para Visca, a psicanálise revela a importância das relações afetivas e dos vínculos-bons ou maus estabelecidos pelo aprendiz estando diante do objeto de aprendizagem.



Teoria da Psicologia Social

E com o olhar na teoria da psicologia social (Enrique Pichon Riviere³) o enquadramento, cujo significado seria possibilidade de pensar/sentir/agir, parte dos quatros conceitos: Logística, estratégias, táticas e técnicas. Visca (1987) sugere trabalhar-nos-enquadres-com constantes de tempo, espaço, tarefas, honorários para  que o movimento do aprendiz possa ser observado e para que o terapeuta possa ter meios de ação e sugira a superação da dificuldade. Assim, o enquadramento facilita a transição de um tempo e um espaço próprio, partindo do princípio do prazer.



CONTRIBUIÇÕES DAS TRÊS TEORIAS NO ENSINO/APRENDIZAGEM



Partindo da assimilação das três teorias, Visca (apud Máximo 2000), construiu uma proposta de diagnóstico e sua correspondente de processo interventor ou corretor. Nesse processo, propõe buscar através da relação entre o aprendiz e o agente corretor, a cooperação entre ambos que nasce a possibilidade de superação das dificuldades.

Nesse contexto a Epistemologia Convergente, pode Ser compreendida como um condutor teórico/prático a visão que pode superar as teorias inatistas.

Para Visca (1999) a Epistemologia traz desafios para o “Terceiro Milênio”: É necessário aperfeiçoar os resultados alcançados pela definição, mais inclusiva e profunda do seu objeto de estudo/ aprendizagem e os recursos diagnósticos, a abordar as eventuais provocações do futuro.

A epistemologia convergente dentro de uma perspectiva integradora de três teorias possibilita ao educador/ (psico) pedagogo/psicólogo a refletir sobre as mais diversas causas dos problemas que aparecem no decorrer da aprendizagem e do ensino.

Estudando a aprendizagem e os seus problemas a partir dessas três linhas, Visca nos remete a perceber que a aprendizagem depende do organismo, pois a pessoa aprende com ou sem professor ou educação se este estiver livre e solto; assim, o próprio ambiente é quem transforma e controla o sujeito mesmo este não tendo história alguma.

Em Visca, compreendemos que cada contexto oferece diferentes crenças, conhecimentos, atitudes e habilidades. Desse modo, o pensar, o refletir e o agir sobre os problemas que se manifesta torna-se imprescindível para a construção social e histórica da identidade profissional.

Pensar nos diferentes enfoques teórico como: Transferência, contratransferência e resistência baseadas na psicanálise; raciocínio clinico, as etapas universais de idade cronológica, a compreensão do erro vindas da psicogenética e a aprendizagem centrada na tarefa e grupos operativos da Psicologia social fornecem muitos subsídios para o trabalho e construção da sociedade e sua história. Além, de defender que a melhor forma de transmissão de aprendizagem acontece não só na escola, mas também no sujeito. Afinal como ressalta Visca:

 “... quando se fala de psicopedagogia clínica, se está fazendo referência a um método com o qual se tenta conduzir à aprendizagem e não a corrente teórica ou escola. Em concordância com o método clínico podem-se utilizar diferentes enfoques teóricos. O que eu preconizo é o da epistemologia convergente” (1987, p.16).


         Nesse sentido, a ação se inicia a partir do momento em que teóricos abriram-se a outros meios de sentir/pensar/agir o processo ensino-aprendizagem.

Como diz Pinel (2000), a disposição opõe-se ao preconceito, impondo modéstia de compreender o processo ensino/aprendizagem como um lugar de união de diferentes jeitos de tratar o fenômeno da escolaridade e de suas complicações.

Portanto, a vida em sociedade é fundamental para a construção do conhecimento. A teoria da Epistemologia Convergente nos leva a perceber que a aprendizagem direciona a vida e mostra as possibilidades de ser feliz.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nos estudos realizados sobre a Epistemologia Convergente, criado por Jorge Visca, o ser humano aprende sem interrupção do seu nascimento em diante. A teoria fundamenta-se na união das contribuições das escolas piagetianas, psicanalíticas e da psicologia social. O que nos leva a compreender que a aprendizagem não pode ser considerada como objeto científico, deve ser estabelecida como uma solicitação que a explique, para isso merece a preparação de todos que atuam e se relacionam com as modificações a serem operadas na personalidade humana.

O estudo nos leva a perceber que somos responsáveis em detectar se as situações podem ou não estar influenciando o processo de aquisição da aprendizagem, que um olhar amplo e focado nas dificuldades ajuda a diagnosticar as possíveis causas.

Este artigo oferece novos conhecimentos que nos darão oportunidades para o nosso crescimento como futuros psicopedagogos e um novo olhar mediante a melhor forma de transmissão de aprendizagem observando que esta não acontece somente na escola, mas também, no sujeito nos quais devem ser valorizados todos os aspectos desde o intelectual, afetivo e o emocional.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



CARVALHO, Maria Cecília (org.) Metodologia Científica, Fundamentos e Técnicas - Construindo o Saber. 6ª edição.Campinas,SP:Papirus,1997.

DUBOIS, Daniel. O labirinto da inteligência. Da inteligência Natural à inteligência Fractual:Lisboa:Instituto Piaget,1994.

MÁXIMO, Maria Rosa Sancho Moreira. Da sala de aula à psicopedagogia Clínica.2000.Disponível em:acesso em: 30 de jun 2010.

MELHORAMENTO, Dicionário: Língua Portuguesa - São Paulo: Editora Melhoramentos. 2006.

PINEL, Hiran; COLODETE, Paulo Roque. Abordagem da Epistemologia Convergente:Uma abordagem nascida no movimento da Psicopedagogia Argentina de Jorge Visca. 2004. Disponível em:acesso em:29jun2010.

VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica – Epistemologia Convergente,Porto Alegre,Artes Médicas,1987.

VISCA, Jorge. Psicopedagógica: Novas Contribuições:Nova Fronteira,1991.

VISCA, Jorge. Artigo:Os Caminhos da Psicopedagogia no terceiro Milênio,1999.






Artigo-2010

* Texto elaborado a partir do resumo da obra de Jorge Visca “A Clinica Psicopedagogica: Epistemologia Convergente”, Trad. PINEL, Hiran; COLODETE, Paulo Roque. Abordagem da Epistemologia Convergente: Uma abordagem nascida no movimento da Psicopedagogia Argentina de Jorge Visca. 2004. ** Pós-graduanda em Psicopedagogia Clínica e Intitucional Pelo Centro de Pós – graduação e Extensão Universitário – CEU – Unidade Superior do Brasil - UNIESB.




                                


quarta-feira, 10 de março de 2010

PROJETO: ÉTICA, CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS: COMO COMBATER O BULLYING NO AMBIENTE ESCOLAR.

JUSTIFICATIVA
Quem já não recebeu um apelido ofensivo na escola? Ou mesmo sofreu na mão de um grupo de colegas brincadeiras de mau gosto no colégio? Exemplos não faltam. Práticas como essas estão bastante freqüentes nas escolas, possibilitando a falta de ética que nessa perspectiva podemos considerá-la como princípios, visto que, os seres humanos merecem respeito de seus semelhantes. Para professora Mestra Maria de Lourdes Barros, “a quebra ou ausência desse “clima ético” tem gerado nas escolas um fenômeno que se convencionou chamar de ‘bullying’ ”. Embora o termo bullying seja uma palavra inglesa e signifique valentão, brigão, ela não se refere apenas as agressões físicas, como: bater, empurrar, causar ferimentos etc, também se refere a agressões morais e psicológicas, tais quais: humilhações, zombarias, grosserias entre outras atitudes que causam constrangimentos as pessoas que sofrem esse tipo de violência.
O bullying é praticado em 100% das escolas de todo o mundo. Na maioria das vezes, ele é visto como brincadeira própria do amadurecimento da criança. Mas é devido a essa interpretação equivocada que a prática vem se alastrando cada vez mais.
Embora no Brasil esse tema seja pouco discutido nas escolas, existem alguns estados que iniciaram estudos e trabalhos voltados para o supracitado tema, entre eles São Paulo e Paraíba.
Diante do que foi exposto, pensou-se em desenvolver um projeto pedagógico com a finalidade de: a) Conversar com as turmas sobre o assunto, discutindo sobre a necessidade de se respeitarem as diferenças de cada um; b) refletir com eles sobre como deveria ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados.

OBJETIVO GERAL:
Combater o bullying através de ações interdisciplinares que possibilitem a mudança de atitudes dos alunos que o praticam dentro da instituição escolar, reduzindo dessa forma o número de violência física, moral e psicológica.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Promover debates sobre Bullying nas classes;
· Estimular os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema na escola;
· Produzir cartazes com resultado da pesquisa feita na escola;
· Criar regras de disciplina para suas próprias classes;
· Permitir que os alunos busquem soluções capazes de modificar o comportamento e o ambiente.
· Participar junto com a escola da busca de soluções quando ocorrer casos de bullying;
· Ler e compreender textos verbais e não-verbais sobre o tema bullying;
· Produzir diversos gêneros textuais abordando o tema bullying, entre eles: paródias, peças teatrais e artes visuais;
· Socializar os trabalhos desenvolvidos em sala de aula;

METODOLOGIA:

1º MOMENTO
* Será realizado a avaliação prévia do conhecimento do aluno sobre o tema “bullying”, através de questionamento informal:
-Você já ouviu falar sobre o bullying? Onde? Quando?
-Você sabe a origem dessa palavra? Por que ela é escrita dessa forma?
-Você já foi vítima de algum tipo de bullying?
- Você já parou para pensar que já pode ter sido foi autor de bullying?
*Após essa conversa informal, a turma será levada ao laboratório de informática para realização de pesquisas direcionadas:
- Origem do termo e seu significado.
-Uma conseqüência a partir da prática de bullying no ambiente escolar.

2º MOMENTO
* Será realizada num grande circulo a socialização da pesquisa realizada, com reflexões relativas ao bullying nas escolas.
* Realização de pesquisas na escola para obter dados sobre o quantitativo de pessoas que sabem identificar o bullying na escola entre elas: professores, funcionários da limpeza, secretária, técnicos escolares e alunos do Ensino Fundamental I e II.
* A pesquisa será realizada da seguinte forma:
- Os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental realizarão a pesquisa na escola. Para que não haja repetições, a turma será divida em grupos de forma que, cada grupo fique responsável por um setor, ou seja, um grupo fará a pesquisa com professores, outro com funcionários da limpeza, outro com a 5ª A, outro com a 5ª B e assim sucessivamente.
- Os dados coletados serão repassados, organizadamente, para todas as turmas, desde o 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, para que cada sala construa um gráfico com o auxílio do professor de matemática, a partir dos dados coletados, em seguida, leiam e compreendam os resultados apresentados.
- Entre os gráficos produzidos, será selecionado um para a realização da exposição no pátio/mural da escola.

3º MOMENTO
* Serão levadas para sala várias imagens que abordam o tema bullying, para que cada grupo faça a leitura e interpretação o texto visual; logo após, será realizado discussões reflexivas sobre as possíveis conseqüências que podem surgir com esse tipo de violência na escola.
* Após o momento discursivo, cada grupo ficará responsável para a produção de um gênero textual (de acordo com a distribuição feita pelo professor): paródia, peça teatral, texto narrativo, texto argumentativo, crônica, pintura em tela, etc. Depois, com o auxilio do professor de Português, será realizada as correções gramaticais, ortográficas e estruturais.
* Os textos que tem características artísticas como as peças teatrais, paródias musicais e pinturas, deverão ser orientados pelo professor de artes.

4º MOMENTO
* Promover um debate regrado com o tema: Como deveria ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados?
* Diante do aprofundamento dos conhecimentos sobre bullying, cada turma organizará, coletivamente, com o auxílio do professor de Direitos Humanos/Direito e Cidadania, um cartaz com as regras de disciplina de sua turma, depois, essas regras deverão ser comparadas com as regras gerais da escola, para que não haja incoerências.

5º MOMENTO
*Será selecionado um dia para a socialização dos trabalhos produzidos.


RECURSOS:
*MATERIAIS
- Aparelhos audiovisuais;
- Textos xerografados;
- Cartolinas
- Papel oficio;
- Tesoura, cola, hidrocor, lápis, caneta, borracha, quadro branco, pincel
*HUMANOS
- Comunidade escolar : funcionários da escola e alunos

AVALIAÇÃO:
A avaliação será realizada continuamente através da participação efetiva do corpo discente nas atividades que possibilitam a verificação da aprendizagem sobre o tema abordado e também, através da observação da mudança de atitudes dos alunos e comunidade escolar em geral.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARGERMON,Rafael – Bullying: Brincadeiras que ferem – Reportagem em 31/10/2008
BARROS, Maria de Lourdes da Silva – Direitos Humanos e ética na escola: breve análise do fenômeno “bullying”.
OLIBONI, Samara Pereira - O bullying como violência velada: a percepção e ação dos professores - Artigo

Be-a-Bá do bullying




O que é:
Bullying é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos que são adotados por um ou mais alunos contra outros colegas, sem motivação evidente. Em princípio, pode parecer uma simples brincadeira, mas não deve ser visto desta forma. A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos provoca dor, angústia e sofrimento na vítima da "brincadeira", que pode entrar em depressão.

As principais formas de maus-tratos:

* Físico (bater, chutar, beliscar).* Verbal (apelidar, xingar, zoar).

* Moral (difamar, caluniar, discriminar).* Sexual (abusar, assediar, insinuar).

* Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir).

* Material (furtar, roubar, destroçar pertences).

* Virtual (zoar, discriminar, difamar, por meio da internet e celular).

* Sinais de que seu filho é vítima bullying

* Apresenta com freqüência desculpas para faltar às aulas ou indisposições como dores de cabeça, de estômago, diarréias, vômitos antes de ir à escola.

* Pede para mudar de sala ou de escola, sem apresentar movitos convincentes

* Apresenta desmotivação com os estudos, queda do rendimento escolar e dificuldades de concentração e aprendizagem.

* Volta da escola irritado ou triste, machucado, com as roupas ou materiais sujos ou danificados.

* Apresenta aspecto contrariado, deprimido, aflito, ou tem medo de voltar sozinho da escola.

* Possui dificuldades de relacionar-se com os colegas e fazer amizades.

* Vive isolado em seu mundo e não querer contato com outras pessoas que não façam parte da família.





O que fazer se o seu filho é vítima

* Observe qualquer mudança no comportamento.

* Estimule para que fale sobre o seu dia-a-dia na escola.

* Não culpe a criança pela vitimização sofrida.

* Transforme o seu lar num local de refúgio e segurança.

* Ajude a criança a expressar-se com segurança e confiança.

* Valorize os aspectos positivos da criança e converse sobre suas dificuldades pessoais e escolares.

* Procure ajuda psicológica e de profissionais especializados.

* Sinais de que seu filho pratica bullying.

* Apresenta distanciamento e falta de adaptação aos objetivos escolares.

* Volta da escola com ar de superioridade, exteriorizando ou tentando impor sua autoridade sobre alguém.

* Apresenta aspecto e/ou atitudes irritadiças, mostrando-se intolerante frente a qualquer situação ou aos diferentes aspectos das pessoas.

* Costuma resolver seus problemas, valendo-se da sua força física e/ou psicológica.

* Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com os irmãos e pais, podendo chegar a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física.

* Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.

* Apresenta habilidades em sair-se de "situações difíceis".




O que fazer se o seu filho pratica bullying

* Observe atentamente o comportamento e os sentimentos expressos pela criança.

* Mantenha tranqüilidade e calma. Converse, objetivando encontrar os motivos que o levam a agir desta maneira.

* Reflita sobre o modelo educativo que você está oferecendo ao seu filho.

* Evite bater ou aplicar castigos demasiadamente severos. Isso só poderá promover raiva e ressentimentos. Procure profissionais que possam auxiliá-lo a lidar com esse tipo de comportamento.

* Dê segurança e amor.

* Incentive a mudança de atitudes. Um bom começo é pedir desculpas e deixar a vítima em paz.

* Não ignore o fato ou ache desculpas para as suas atitudes. Lembre-se que com o tempo esse comportamento pode conduzir a uma vida delituosa e infeliz.

* Procure a direção da escola ou ajuda de um conselho tutelar.

* Participe de projetos solidários propostos pela escola e incentive seu filho a participar.